A madrugada de ontem era fria e molhada pela chuva fina que caiu. Foi neste cenário que ocorreu o assassinato de Raudman Henrique Ednaldo Fonseca da Paixão. Ele foi atacado por dois homens, que conseguiram fugir sem serem identificados, bem em frente à vila que morava, na passagem Hortinha, entre Vileta e Humaitá, conhecido como a “baixada” do Marco, em Belém.
De acordo com testemunhas, a vítima estaria bebendo desde a noite de segunda-feira (16), o que explica uma garrafa de vinho encontrada próximo ao corpo. Já de madrugada, por volta das 5h, os dois suspeitos o abordaram e começaram o ataque. “Os populares foram acordados com os gritos da vítima e, quando abriram a porta para ver o que era, viram ele caído e morto”, disse o cabo M. Costa, da, 2ª Companhia, do 1º Batalhão.
Ainda de acordo com o PM, o ataque contra Raudman aconteceu na esquina da passagem Hortinha e ele teria tentado fugir das mãos dos assassinos. Durante o percurso, manchas de sangue foram deixadas como rastro, que aos poucos foi apagado pela chuva que caiu na madrugada. A vítima conseguiu chegar até sua residência, que fica em uma vila, mas foi alcançada antes de entrar no imóvel. “Os assassinos correram atrás e ele não conseguiu escapar”, afirmou o cabo PM M. Costa.
As causas do assassinato não foram reveladas, embora a vítima já tivesse respondido pelo crime de assalto a mão armada. “Fica difícil atribuir a morte dele à passagem que ele tem na Justiça pelo crime de assalto. Inclusive, ele foi até preso por isso. As testemunhas não sabiam com quem ele estava bebendo nem conseguiram ver quem eram os dois homens que o atacaram, que conseguiram fugir sem serem identificados”, disse o cabo PM M. Costa.
Logo após o crime, a Divisão de Homicídios compareceu ao local e apurou informações com testemunhas e familiares da vítima, que lamentavam a morte do ente querido, para chegar aos motivos e aos assassinos.
O Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves também esteve no local e confirmou que Raudman foi morto com cinco facadas que o acertaram no tórax e no rosto.
(Diário do Pará)
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