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POLÍCIA

Postos de saúde pedem socorro contra violência

Como se não bastasse o cenário desconfortável de quem procura atendimento médico em uma unidade de saúde, pacientes e funcionários precisam lidar com outro problema dentro desse ambiente: a insegurança. Durante a madrugada de ontem, homens armados com fac

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Como se não bastasse o cenário desconfortável de quem procura atendimento médico em uma unidade de saúde, pacientes e funcionários precisam lidar com outro problema dentro desse ambiente: a insegurança. Durante a madrugada de ontem, homens armados com faca teriam invadido a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do distrito de Icoaraci, localizada na avenida Augusto Montenegro, em Belém. Eles provocaram pânico e tumulto em busca de um paciente que era atendido ali dentro.

Diante dos momentos angustiantes que aquelas pessoas viveram, funcionários resolveram denunciar a situação à polícia e ao DIÁRIO. Em boletim de ocorrência feito na Seccional Urbana de Icoaraci, servidores relataram que “homens armados com arma branca aterrorizaram com o objetivo de se vingarem atacando um paciente em atendimento na enfermaria do posto II, o que causou tumulto generalizado, agravando quadro de pacientes, menores e idosos”.

Por telefone, uma técnica de enfermagem que preferiu não ser identificada, afirmou à reportagem, que não teria sido a primeira vez que a unidade é vítima da invasão de pessoas mal-intencionadas. “A gente lida com grupo de risco, pessoas que chegam baleadas, esfaqueadas, e não sabemos quem é quem. Na semana passada aconteceu a mesma coisa: homens entraram lá procurando uma pessoa que estava ferida. A gente trabalha com medo. Quando escutamos um barulho, ficamos assustados”, conta a funcionária. Segundo a denunciante, os funcionários e pacientes não contam com uma segurança armada, dentro e fora da UPA. “Não tem guarita, nem segurança armada. Ali, qualquer pessoa consegue entrar”, acrescenta.

A preocupação de quem precisa trabalhar e receber atendimento na rede de saúde pública é não ser vítima e entrar para as estatísticas da violência. São vários os registros de assalto, cujo alvo são as unidades de saúde. Em agosto do ano passado, uma médica foi vítima de assalto por um homem que se passou por paciente dentro do posto de saúde do Tapanã, e no momento da consulta, sacou a arma e anunciou o crime.

O homem foi localizado, em seguida preso. No mês seguinte, um jovem foi assassinado a tiros dentro da unidade de saúde do conjunto Paraíso dos Pássaros, bairro Maracangalha, em Belém, enquanto era atendido por uma psicóloga. A vítima já possuía envolvimento com a criminalidade, e para os bandidos, o posto se tornou alvo fácil para a ação.

Para o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), a insegurança nas unidades de saúde é preocupante. Tornou-se, inclusive, pauta de reuniões junto a Secretaria de Segurança Pública do Estado (Segup), na tentativa de amenizar o problema.

(Diário do Pará)

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