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POLÍCIA

Chacina em Redenção foi uma tragédia anunciada

O Estado do Pará virou novamente notícia nacional com uma nova chacina que vitimou seis pessoas de uma mesma família, na zona rural do município de Redenção, no sul do Pará, região esta palco de constantes conflitos fundiários que já resultaram em dezenas

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O Estado do Pará virou novamente notícia nacional com uma nova chacina que vitimou seis pessoas de uma mesma família, na zona rural do município de Redenção, no sul do Pará, região esta palco de constantes conflitos fundiários que já resultaram em dezenas de mortes, colocando o Estado como um dos que mais matam no campo.

O DIÁRIO vem acompanhando de perto mais esta chacina, a exemplo também do que fez no caso da “Chacina de Icoaraci”, onde seis jovens foram executados simultaneamente no bairro Ponta Grossa, e no caso da “Chacina de Santa Izabel do Pará”, com sete mortes em 2010.

Na “Chacina de Redenção”, como vem sendo chamada esta barbárie, o crime foi praticado com os mais vis requintes de vingança, terror e crueldade de toda espécie, contra vítimas indefesas que só tinham um desejo: ocupar um pedaço de terra devoluto.

A tarefa de investigação, através de ordem de missão, foi expedida pelo delegado Marcos Vinicius Almeida aos investigadores Alisson dos Santos Pereira, bacharel em Enfermagem, pós graduado em Crime Scene Investigation; Denilson Augusto dos Santos da Paixão, bacharel em Direito, pós graduado em Direito Público; e Jefter Pessoa Marques, bacharel em Direito e pós graduado em Direito Penal e Processo Penal, todos lotados em Redenção.

Mesmo distante do grande centro e com as condições de trabalho desfavoráveis, os policiais civis iniciaram as investigações de uma forma incansável e desesperadora, na esperança de localizar uma pista, começando por traçar uma lista de moradores da área, que ainda impactados com o crime, começaram a fornecer informações que levassem aos criminosos.

O primeiro nome real desta história macabra foi Dorvilê Azevedo Belém Filho, de alcunha “Cabeça”, que teria sido visto perto do local onde os corpos foram encontrados e que naquele dia portava uma espingarda cartucheira. “Cabeça” foi encontrado e questionado sobre seu documento de identidade, revelou que os perdeu durante um incêndio em seu barraco.

A resposta não convenceu e os policiais foram até sua casa e lá encontraram uma arma de fogo, sendo dada voz de prisão a “Cabeça”, que na qualidade de custodiado viu os policiais encontrarem os corpos em um raio de 200 metros com as marcas da monstruosidade.

(Diário do Pará)

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