A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PA) tem acompanhado de perto a situação da violência no Estado. A OAB fez visitas aos presídios do Pará e constatou a situação de total calamidade das unidades, tanto para os presos quanto para os servidores que acabam colocando em risco a própria vida. Luana Tomaz, presidente da Comissão dos Diretos Humanos da Ordem dos Advogados do Pará, afirma que a OAB tem tido uma atuação em diversos pleitos, nos conselhos penitenciários, de segurança pública e Comissão Nacional de Acompanhamento Penitenciário. “ Nós compreendemos que o problema carcerário não é só do Executivo, Judiciário. A complexidade é que hoje temos mais de 50 % dos presos provisórios, não dá para tapar o sol com a peneira. Como lidar com um sistema abarrotado de pessoas? Precisamos discutir e apostar em alternativas. Precisamos enfrentar a violência. Ela não se resolve com a prisão’’.
Embora a OAB lute contra a criminalidade, os advogados também têm sido alvos da violência. No final de janeiro, o advogado paraense Jackson Souza e Silva, 45 anos, presidente da subseção da OAB, em Parauapebas, foi assassinado em Manaus com um tiro de escopeta caseira.
Luana Tomaz frisa que a OAB cobra respostas do governo, mas pouco resultado tem sido visto. “ A gente tem denunciado muito essa questão dos advogados”, disse. “Tem dificuldade de investigações com pistoleiros, morte de aluguel. Temos lutado por essas investigações. Criamos um grupo de acompanhamento desses crimes. Temos dificuldade de dialogo com o governo para garantir mais severidade nas investigações, mas a gente tem tentado”.
(Diário do Pará)
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