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PMs também são vítimas da violência no Estado

O soldado Rômulo Alencar foi um dos policiais mortos em 2014. (Foto:Reprodução/Twitter) O sentimento de insegurança é uma realidade no Pará, onde cada cidadão vivencia um clima constante de medo e perigo. Esse quadro foi intensificado nos últimos dias de

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O soldado Rômulo Alencar foi um dos policiais mortos em 2014. (Foto:Reprodução/Twitter)

O sentimento de insegurança é uma realidade no Pará, onde cada cidadão vivencia um clima constante de medo e perigo. Esse quadro foi intensificado nos últimos dias de fevereiro, quando uma série de motins tomaram conta dos presídios locais, além dos ataques pela cidade, que chegaram a incendiar cinco ônibus em uma única madrugada. Um dos dados preocupantes deste cenário é que os policiais militares, que atuam para tentar garantir a segurança, também são vítimas do perigo devido à falta de condições de trabalho.

“O policial militar está em uma situação vulnerável, correndo riscos. Prédios sucateados, falta de equipamento de segurança, coletes vencidos e pouco contingente são alguns dos problemas enfrentados pelos PMs”, afirma soldado Passinho, membro da Associação em Defesa dos Direitos dos Militares no Pará.

O soldado Mario Gean Lacerda Cordeiro foi assassinado com a própria arma em Benevides, Região Metropolitana de Belém. (Foto: reprodução/Twitter)

Segundo o soldado, o sucateamento das instalações militares é uma realidade de todo o Pará. “Os trailers dos policiais, por exemplo, estão quebrados, sem nenhuma proteção na estrutura contra tiros, em locais vulneráveis, sem nem ao menos banheiro. Para um policial que cobre um plantão de 12h, isso é muito complicado”, continuou.

O policial também afirmou que a falta de equipamentos é uma realidade da corporação. “Os equipamentos de segurança deveriam ser individuais, mas não há para todo mundo. Assim, um policial é obrigado a usar o colete à prova de balas do outro PM que acabou de voltar do serviço, que além de estar suado e fedendo, podendo transmitir uma doença de pele, muitas vezes não é do tamanho ideal, apertado ou folgado demais”, explicou Passinho.

Em 2013, 32 policiais militares foram mortos no Estado. Em 2014, no número foi de 21, em uma média de quase dois homicídios por mês. Para o cabo Quadros, coordenador da Addmipa, todos os policiais estão em risco, o que motiva mobilizações de diversas entidades ligadas aos praças da PM. “Assim como o policial que está na rua corre riscos, o militar que atua nos presídios também está em condição vulnerável. Muitos policiais são mortos no caminho de casa, voltando do serviço, tanto estando fardado quanto à paisana. Um ladrão que identifica um policial durante um assalto não vai dialogar, vai ficar com medo e atirar”, afirmou. “Somos mais um segmento da sociedade, sob os mesmos riscos”.

O coordenador afirmou ainda que a associação está mobilizada, junto com outras entidades, em garantir o acesso dos policiais ao Kit Segurança, conjunto formado por colete à prova de balas, pistola e algemas individuais para cada policial, e que tem conseguido avanços na área, mas ainda sem chegar ao ideal.

(Gustavo Dutra/DOL)

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