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POLÍCIA

Suspeitos de comandar motins são transferidos

Quatorze detentos considerados de alta periculosidade foram mandados para Santarém no último sábado, 27. Desses presos alguns seriam mentores dos motins que ocorreram em três penitenciárias da região metropolitana em que três agentes prisionais formam fei

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Quatorze detentos considerados de alta periculosidade foram mandados para Santarém no último sábado, 27. Desses presos alguns seriam mentores dos motins que ocorreram em três penitenciárias da região metropolitana em que três agentes prisionais formam feitos reféns.

O motivo dos presos terem se rebelado foi a cobrança deles em relação à demora do julgamento de processos e superlotação nas penitenciárias. Esses homens teriam envolvimento também com o incêndio de ônibus nas ruas de Belém, segundo a própria Superintendência do Sistema Prisional do Pará (Susipe).

Os detentos estão no momento no antigo Centro de Triagem da Delegacia de Polícia Civil que havia sido desativado e oferece pouca estrutura para abrigá-los. Mas segundo a Polícia Militar, a segurança é reforçada no local para evitar qualquer sinistro.

A transferência desses detentos provocou repercussão até mesmo na Câmara de Santarém, a vereadora do PT Ana Elvira Alho criticou fortemente a Susipe e o governador do estado Simão Jatene por permitir que esses acusados sejam abrigados em Santarém, cidade com péssimas condições no que diz respeito ao sistema penitenciário. E sugeriu que os detentos fossem enviados de helicóptero diretamente ao presídio de segurança máxima localizado em Porto Velho (RO).

E como se não bastasse, mais nove detentos foram transferidos para se juntar aos 14 no Centro de Triagem, esses são da região e estavam presos na Penitenciária Silvio Hall de Moura. Eles estariam envolvidos em um princípio de motim que ocorreu por volta de 15 horas da quarta-feira, 04, e teriam depredado celas.

O Grupo Tático Operacional agiu com balas de borracha que feriu alguns detentos, segundo o comando do GTO a atitude foi necessária para conter a revolta dos presos que exigiam a agilidade nos processos e a visita do juiz de execuções penais de Belém.

(Diário do Pará)

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