Enquanto milhões de mulheres comemoram neste domingo (8) o seu dia, para Helen Moraes de Sousa não será nada agradável e pela segunda vez na vida vai passar o Dia Internacional da Mulher vendo o “sol nascer quadrado” em uma das celas do Centro de Recuperação Feminino, no Coqueiro, autuada por tráfico de drogas.
Helen Moraes de Sousa foi detida pela guarnição do sargento Lemos, do 6º BPM de Ananindeua, e apresentada ao delegado Renato Wanghon Filho, na Delegacia de Polícia Civil do bairro da Guanabara, informando que, de posse de um dossiê de denúncias do telefone 181, foi verificar um sistema de tráfico de drogas na rua Gregório de Freitas, naquele bairro.
A viatura 0601, dirigida pelo cabo J. Vaz, tendo como patrulheiro o cabo Ricardo Araujo, se dirigiu para o endereço da denunciada. Ao chegarem à residência, o sargento Lemos e sua guarnição olharam pela janela da sala e logo avistaram Helen Moraes de Sousa portando maconha em um pequeno tablete prensado com uma faca.
CERCADA
Avisada de que a casa estava cercada e que não tinha como fugir, a mulher abriu a porta e logo foi entregando o restante do “bagulho”. Escondido no banheiro, atrás da caixa d’água, dentro de uma vasilha plástica, havia 31 petecas de pasta de cocaína.Além da pasta de cocaína, os policiais encontraram 21 pequenos tabletes de maconha, conhecidos como limãozinho, e dois pequenos tabletes de maconha prensada, tudo pronto para o consumo de viciados que faziam a festa na “boca da Helen”.
Ouvida em depoimento, Helen Moraes de Sousa disse que era a segunda vez que caía presa, se encontrando atualmente em liberdade condicional. Ela confessou a prática do crime de tráfico de entorpecentes, que vinha exercendo há mais de dois meses.Helen confirmou que, na hora que os policiais cercaram a casa, ela estava cortando a maconha prensada para fazer os pequenos embrulhos, enquanto a pasta de cocaína era distribuída por um homem que ela não recordava o nome.
ARREPENDIMENTO
Helen disse estar arrependida pela prática dos crimes que vinha cometendo e explicou que não encontrou outra solução para manter seus três filhos, de dois, três e cinco anos de idade, todos abandonados pelo pai e que agora ficarão sob a responsabilidade de parentes.
(Diário do Pará)
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