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POLÍCIA

Investigador recebe as últimas homenagens

“Companheiro, excelente policial e apaixonado pela profissão”, essas foram as descrições feitas pelos amigos, que compareceram em massa ao velório, para prestarem as últimas homenagens ao investigador Dorivaldo de Jesus Palha, 47 anos, morto na manhã da ú

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“Companheiro, excelente policial e apaixonado pela profissão”, essas foram as descrições feitas pelos amigos, que compareceram em massa ao velório, para prestarem as últimas homenagens ao investigador Dorivaldo de Jesus Palha, 47 anos, morto na manhã da última quinta-feira (12), durante uma operação policial ao tentar intervir em um assalto em uma casa lotérica no município de Marituba.

Além dos colegas de trabalho, familiares, inconsoláveis, prestaram suas homenagens durante a despedida. A morte do policial é considerada, pela polícia, uma grande perda não apenas para a família, mas também para a sociedade. Colegas de trabalho descreveram a admiração e respeito por “Palha”, como era conhecido por toda a classe. “Ele era querido por todos. Sua morte é uma fatalidade para todos nós e uma grande perda, pois ele era um policial operacional e muito atuante. O verdadeiro cérebro da equipe”, declarou um investigador da Polícia Civil que preferiu não ser identificado.

Colegas de trabalho durante 20 anos, o delegado e atual deputado federal, Eder Mauro, falou da importância de Palha para a polícia. “A morte dele representa uma perda não apenas para a família, mas também para o cidadão de bem. Trabalhamos juntos há 20 anos no combate ao crime organizado, sempre foi um grande profissional e apaixonado pelo trabalho”, disse o deputado.

O deputado enumerou também os problemas que o Estado vem enfrentando com o aumento descontrolado da criminalidade. “O Estado vive uma situação que o Rio de Janeiro viveu durante muito tempo: o ataque dos grupos organizados ligados diretamente ao tráfico de drogas. Este avanço da violência é um retrato de que alguma coisa está errada. Não podemos perder a rédea da segurança pública, principalmente em Belém”. Destacou também a falta de apoio por parte do governo no combate a violência. “Se não tivermos um apoio governamental, seguiremos para uma guerra. Por isso temos que nos unir para ganhar essa batalha. Quem manda na polícia e na segurança pública é o Governo do Estado, a mote de Palha e demais colegas é sinal de que algo precisa mudar, com urgência”, finalizou.Dezenas de carros particulares e viaturas da Polícia Civil seguiram em cortejo pelo BRT até um cemitério particular, em Marituba, para o adeus final. Em meio aos aplausos, policias fizeram honras militares com tiros anunciando a despedida.

(Diário do Pará)

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