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POLÍCIA

Operação apreende cigarro contrabandeado

De acordo com a Associação Brasileira de Combate a Falsificação (ABCF), o Pará é o maior Estado da região norte e o 8º do país em produtos contrabandeados e falsificados. A afirmação feita pelo diretor da Associação, Rodolpho Ramazzni, se refere a mais um

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De acordo com a Associação Brasileira de Combate a Falsificação (ABCF), o Pará é o maior Estado da região norte e o 8º do país em produtos contrabandeados e falsificados. A afirmação feita pelo diretor da Associação, Rodolpho Ramazzni, se refere a mais uma apreensão de mercadoria importada que não estava autorizada para comercialização.

Uma operação realizada nos últimos quatro dias entre a Polícia Civil e a ABCF resultou na apreensão de 15 mil carteiras de cigarros de diversas marcas que estavam espalhados em mais de 40 pontos comerciais em pelo menos oito cidades do Estado. Os produtos teriam vindo do Suriname pelos rios paraenses. Os responsáveis pelos produtos não foram presos, mas deverão responder pelos crimes de revenda de produtos impróprios ao consumo e fraude no comércio.

De acordo com a delegada Rosamalena Abreu, da Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), a operação em conjunto com a Associação se deu a partir do trabalho de levantamento dos locais de revenda de produtos importados. “Esses produtos não possuem nota fiscal, por isso são considerados contrabando, uma venda ilegal”, disse. Segundo ela, não há uma fiscalização constante devido a extensão dos rios que facilita a ação dos contrabandistas.

Os cigarros foram encontrados em feiras, tabacarias, minimercados e até em bancas de calçada. Eles são de diversas marcas e chegam ao total de 15 mil carteiras, segundo a Polícia Civil.

O diretor da ABCF, Rodolpho Ramazzni, explicou que o trabalho começou a partir de uma denúncia feita à DIOE sobre a fiscalização de pontos de vendas ilegais. Segundo ele, no ano passado, o número desse produto apreendido foi menor que este ano. “Houve um aumento do número dessa mercadoria e as marcas contrabandeadas. Isso porque o preço do cigarro nacional também aumentou. Então eles compram cigarro barato fora do país e repassa ao consumidor por quase a metade do preço”.

Pelo fato de esses produtos não serem autorizados para a comercialização e chegam até os consumidores com valores reduzidos, os consumidores são os mais prejudicados. “Não tem padrão de qualidade, contém até seis vezes mais nicotina e alcatrão que o máximo permitido no Brasil. Além disso, não é higiênico, há resíduos de metal pesado, mofo e pedaços de insetos na composição”, alerta.

(Diário do Pará)

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