Policiais militares do Comando de Operações Especiais (COE) invadiram o Centro de Recuperação Feminino (CRF), em Ananindeua, por volta das 16h30, para libertar a agente prisional que estava sendo feita refém. Os agentes usaram bombas de efeito moral e balas de borracha para realizar o resgate.
A Susipe informou que a agente estava bastante nervosa, com escoriações pelo corpo e que recebeu os primeiros atendimentos na própria unidade prisional. A Divisão de Assistência ao Servidor (DAS) ficará responsável pelo atendimento psicossocial à servidora. Já as internas machucadas serão atendidas no próprio CRF.
As 20 internas identificadas como participantes efetivas das ações serão autuadas por danos ao patrimônio, lesão corporal e cárcere privado, e cumprirão medidas disciplinares previstas na Lei de Execuções Penais.
O CRF tem capacidade para 480 mulheres e atualmente custodia 533.
MOTIM
De acordo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), o motim começou por volta das 15 horas e as detentas que participaram do ato são as mesmas que participaram de um motim em fevereiro deste ano.
A confusão aconteceu no Bloco I do CRF, que possui 100 presas, porém, apenas 30 participam do motim. Ainda no março deste ano, as detentas do CRF fizeram outro agente refém.
O juiz Cláudio Rendeiro, da I Vara de Execuções Penais do Pará, foi chamado para para realizar as negociações.
(DOL)
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