Executado com nove tiros em frente a um salão de beleza, no bairro do Jaderlândia, David Garcia, 25 anos, tentou correr, mas não resistiu aos ferimentos. O crime ocorreu por volta das 14h, ontem, na Rua João Bosco. A vítima tinha ido ao salão fazer luzes no cabelo. Enquanto escutava música no celular e esperava do lado de fora do estabelecimento a química reagir, criminosos efetuaram os disparos. Ninguém soube informar quantos eram e nem como chegaram.
Segundo informações dos familiares, David estava desempregado, morava no Conjunto Sideral, e havia sido jurado de morte por bandidos da invasão do Açaizal. O cabeleireiro Elenilson da Silva, 28 anos, conta que David ia frequentemente ao salão. Na hora do crime, Elenilson estava com outro cliente. Ele não soube explicar o porquê do crime.
“A gente trabalha com o público. Tenho vários clientes. Ele sempre vinha aqui, de mês em mês. A gente passa o produto e espera reagir. Ele estava escutando música do lado de fora. Ele gostava das luzes bem brancas. Tava mais de uma hora reagindo. Eu ainda ia deixar uns 15 minutos, 30 minutos a mais. Escutei um tiro. Como eu tava aqui dentro, me abriguei. Não vi nada”.
Os soldados da 1ª Companhia do 6° Batalhão da Polícia Militar, Da Silva e T. Silva, foram os primeiros a chegar à ocorrência. “Ele tava no salão fazendo luzes. Vieram e iluminaram o juízo dele”, diz Da Silva. Os militares não souberam informar se David tinha passagem pela polícia.
(Diário do Pará)
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