Uma Assembleia Geral, no Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), realizada na última quinta-feira, 2, debateu os descasos nos PSMs da capital. As precárias condições de trabalho, a falta de medicamentos e instalações de equipamentos foram relatadas.
“A unificação do movimento reivindicatório dos profissionais que trabalham nas urgências e os que atuam na Estratégia Saúde da Família levantaram o indicativo de greve, caso as reivindicações não sejam atendidas pela Secretaria Municipal de Saúde”, destacou a notícia no site do Sindicato.
Na matéria publicada no site do Sindmepa é possível acompanhar as denúncias feitas na reunião pelos profissionais. “O caso mais grave é dos médicos que atuam no HPSM da 14 de março, onde as condições de trabalho afetam a saúde dos profissionais e colocam em risco a vida de pacientes. De acordo com relatos de um médico que prefere não se identificar, somente em um dia, 21 pessoas morreram no local”, diz o texto.
Conforme o Sindmepa, dados fornecidos pela Sesma registram a existência de 1.165 médicos trabalhando para o município, dentre eles, 460 são médicos plantonistas, sem vínculo empregatício, gerando um custo de 3,8 milhões de reais para a Prefeitura de Belém.
“Como somos plantonistas, temos uma rotatividade muito grande. Isso impossibilita a continuidade do tratamento dos pacientes. Houve alteração do salário mínimo, mas no salário dos médicos não houve. Estamos também reivindicando isso”, argumentou.
Entre as propostas dos médicos, está a redução do número de profissionais plantonistas e aumento de temporários, o que possibilitará melhor remuneração, com garantia de direitos trabalhistas.
Além disso, na reunião no Sindmepa foi debatido: a segurança e isonomia salarial com médicos que atuam nos programas ‘Mais Médicos’ e o ‘Provab’.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), mas até o fechamento desta edição, não houve resposta.
(Diário do Pará)
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