Cerca de quinze pessoas, que seriam membros de uma torcida organizada do Clube do Remo, abordaram passageiros de um ônibus que fazia a linha Tapanã - Ver-o-Peso de forma violenta na tarde deste domingo (5).
Segundo um estudante universitário que preferiu não se indentificar e que estava no coletivo, as pessoas do grupo aprentavam ter entre 15 e 20 anos e entraram pela porta de trás do ônibus na avenida Gentil Bittencourt, próxima ao Cemitério da Soledade. "O motorista abriu a porta traseira para eles entrarem", reclamou.
Falando alto, cantando e constragendo algumas pessoas dentro e fora do veículo, os jovens logo passaram a ameaçar alguns passageiros, inclusive um que estava vestido com uma camisa do Paysandu e estava acompanhado pela mãe. "Ele estava com a camisa do Paysandu, aí a torcida pediu pra ele tirar e entregar, mas ele negou. Logo começaram a puxar a camisa dele, a mãe pediu pra soltarem. Tiveram que descer às pressas", disse o estudante.
Outra vítima teria sido uma moça que estava sozinha no coletivo: "Primeiro pediram para ela o 'contato', mas ela relutou em falar. Depois insistiram muito, até que ela deu um número. Próximo da parada de ônibus do Mangueirão, um dos moleques começou a balançar ela e tentar puxar o aparelho. Ela gritou muito, ninguém pôde reagir. Felizmente ele desceu correndo e não conseguiu levar o celular, mas ela ficou ferida", disse.
Assustadas, outras pessoas que estavam no ônibus também desceram. Outro estudante universitário que também estava no veículo discutiu com o motorista e cobrador, acusando-os de "negligência". "O cobrador ainda disse que não podia fazer nada, demonstrando certo desdém", destacou o denunciante.
Após o susto, o estudante desabafou: "Hoje mais uma vez ficamos sujeitos a violência generalizada da capital, sobretudo em dia de RE-PA. Um motorista irresponsável permitiu que o ônibus fosse invadido que simplesmente aterrorizaram os passageiros, até o estádio do Mangueirão, ali culminando com um tentativa de assalto de um jovem, o que felizmente não de concretizou. Porém, é traumatizante passar por tais situações", finalizou.
(DOL)
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