Com apoio do Banco da Amazônia, a Cáritas Belém inaugurou na manhã de ontem, mais uma etapa do projeto Sanitário Ecológico Seco. Desta vez a beneficiada foi a comunidade de Jamaci, que vive na ilha de Paquetá, em Belém, localizada a 30 minutos da capital.
Utilizando uma tecnologia simples, o Sanitário Ecológico Seco transforma dejetos humanos em adubo orgânico, sem o uso de água, aproveitando-se dos ciclos biológicos naturais. E, como não tem como produto o esgoto, a tecnologia evita a contaminação da água dos rios.
O processo de mudança ocorre a partir de um processo bioquímico de compostagem, que transforma os dejetos por meio da ação de bactérias e microorganismos, convertendo-os em compostos orgânicos férteis e sem agentes causadores de doenças.
“Vimos neste projeto mais uma oportunidade de promover o desenvolvimento sustentável de nossa Região. Toda a comunidade ganha, principalmente em qualidade de vida, pois as doenças transmitidas ao se consumir água contaminada são evitadas”, ressaltou Valmir Rossi, presidente do Banco da Amazônia, que esteve presente na cerimônia de inauguração do projeto, em Paquetá, juntamente com o arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, o bispo-auxiliar Dom Irineu Roman, e o diácono Miguel Pinto, presidente da Cáritas Belém.
A iniciativa ecologicamente sustentável da Cáritas Belém vem chamando a atenção do Banco da Amazônia desde 2009, ano em que a instituição começou a patrocinar o projeto.
De lá para cá, o Banco investiu R$ 250 mil nas atividades do Sanitário Ecológico Seco, que já foi instalado nas ilhas belenenses de Jutuba, beneficiando 79 famílias, e Longa, onde atendeu 35 famílias. Depois, o projeto chegou às Ilhas de Urubuoca, onde beneficiou 78 famílias, e Nova, com atendimento a 32 famílias.
Em Paquetá, onde mais doze famílias serão beneficiadas, o Banco da Amazônia apoiou, ainda, a promoção de atividades de educação nas áreas de saúde, higiene, ecologia e cidadania para aumentar as condições de higiene das famílias beneficiadas, diminuir o índice de doenças causadas pela água contaminada e incentivar o trabalho conjunto entre as famílias residentes na ilha.
Também estiveram presentes na cerimônia os gerentes do Banco da Amazônia de Imagem e Comunicação, Luiz Lourenço, e de Microfinanças e Agricultura Familiar, Cristina Lopes, o coordenador de Patrocínios da instituição, Ewerton Alencar, o padre José Ferreira, pároco da paróquia São Francisco das Ilhas, Evelise Rodrigues, representando o juizado especial criminal de Meio Ambiente, e José Croelhas, que representou a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon).
(Diário do Pará)
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