Mesmo prescritas por solicitação do Ministério Público e referendada pela Justiça, as torcidas organizadas “Remoçada” e “Terror Bicolor” continuam desafiando a lei, impondo medo e violência nos dias de clássicos entre os clubes do Remo e Paysandu.
Neste sábado (18), moradores dos bairros da Cabanagem, Transcoqueiro, Una, 40 Horas, Jaderlândia, Atalaia e Bengui se viram no “fogo cruzado” de grupos rivais, que terminou no assassinato de Dailson Silva Farias, de 39 anos, espancado e morto na rodovia Transcoqueiro por integrantes da torcida prescrita “Remoçada”.
O DIÁRIO teve acesso a um vídeo de dois minutos gravado por um dos integrantes desta torcida que mostra a agressão ao torcedor Dailson Silva Farias, vitimado brutalmente a socos e pontapés durante o embate entre integrantes das duas torcidas.
Durante todo o sábado (18), nossa equipe conseguiu detalhes do crime até então registrado na Delegacia de Polícia Civil do bairro do Jaderlândia pela mãe da vítima, Maria Mercedes Farias.
A mãe relatou à autoridade policial de plantão que seu filho Dailson Silva Farias, morador da rua Álvaro Adolfo, no bairro do Castanheira, foi assassinado por torcedores da “Remoçada” quando este voltava para casa a pé, depois de ter assistido ao clássico pela Copa Norte entre Remo e Paysandu.
Dailson Silva Farias cortou caminho pela rodovia Transcoqueiro, no bairro do Una, quando foi cercado por vários integrantes da prescrita torcida, que se confrontavam neste local e acabou espancado a socos e pontapés, sendo socorrido pela esposa, que tomou conhecimento do fato, tendo encaminhado-o ao Hospital Metropolitano, morrendo uma hora depois.
A mãe disse que Dailson Silva Farias estava vestido com a roupa do time de coração, o Paysandu, do qual era torcedor fanático, não perdendo um só jogo do clube em Belém. Ela adiantou que o mesmo não fazia parte de torcida organizada e pode ter sido atacado por estar vestindo a camisa do clube de coração.
No vídeo que o DIÁRIO teve acesso e que será fornecido ao delegado Antonio Jorge Morais Gonçalves, da delegacia do Jaderlândia, mesmo com a pouca iluminação, é possível ouvir nomes dos agressores e rostos, o que deve facilitar a identificação dos criminosos e suas prisões.
(Diário do Pará)
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