A morte do torcedor Dailson Silva Farias é mais um caso das brigas entre as extintas torcidas organizadas de Remo e Paysandu, um assunto que gera discussão para medidas e soluções sobre o problema, que segundo o Ministério Público ocorre fora do estádio de futebol.
Segundo o promotor de Justiça Domingos Sávio, várias formas podem ajudar a combater as brigas entre as organizadas. "Em dia de clássico, a segurança é tranquila dentro do estádio, o problema é fora. Nisso os órgãos de segurança precisam também estar alertas, inclusive nas redes sociais."
Para o promotor, a constituição permite que as extintas “Terror Bicolor” e “Remoçada” possam mudar seus nomes e aparecerem normalmente, nas arquibancadas.
"Eles podem fazer isso devido a constituição. A torcida é uma associação e quando extinta, se cria outra com nome diferente, mas o corpo e a cultura permanecem. Exemplo disso é que, apesar de extintas, de vez em quando ouvimos suas músicas nas arquibancadas", complementa o promotor.
Sobre o caso do torcedor, que faleceu no último sábado após ser agredido, trata-se de uma ocorrência que deixa a esfera esportiva e passa a ganhar a área penal.
"Nos crimes no Código do Torcedor, como armamento e preço ilegal de ingressos, o acusado é julgado pela área esportiva, mas casos como do último sábado ganham a esfera penal, devido à lesão corporal."
(DOL)
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