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POLÍCIA

Mototaxista é assassinado com doze tiros

Um mototaxista identificado como Cleisson de Oliveira Campos, 26, foi assassinado com doze tiros, na madrugada de ontem (25), por volta de 1h, na rua Fé em Deus, bairro da Cabanagem, em Belém. A polícia ainda investiga os motivos e os suspeitos de envolvi

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Um mototaxista identificado como Cleisson de Oliveira Campos, 26, foi assassinado com doze tiros, na madrugada de ontem (25), por volta de 1h, na rua Fé em Deus, bairro da Cabanagem, em Belém. A polícia ainda investiga os motivos e os suspeitos de envolvimento no crime.

De acordo com informações do cabo PM Alves, do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), dois homens em uma motocicleta de cor preta o mataram.

“As pessoas aqui não quiseram falar muita coisa, mas nos disseram que ele era de um ponto no Panorama XXI e que era trabalhador. Ele chegou do trabalho, estacionou a moto na frente de sua casa e ficou sentado na calçada da casa ao lado. Algumas testemunhas disseram que viram dois homens em uma moto preta. Eles passaram por aqui e, quando voltaram, pararam e mataram a vítima. Ninguém sabe o motivo do crime”, disse.

O policial afirmou que ainda passou pelo local em rondas ostensivas e viu o mototaxista com duas pessoas. “Nós ainda passamos por aqui e o vimos sentado na calçada conversando com duas pessoas. Meia hora depois, fomos informados pelo Ciop (Centro Integrado de Operações) de que havia uma baleamento aqui na Fé em Deus. Quando vimos, era o mesmo rapaz que havíamos visto”, finalizou.

‘CAMALEÃO’

Quando a equipe do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves chegou ao local, um fato chamou a atenção: a vítima trajava quatro calças e três bermudas de cores diferentes, evidência conhecida como “Camaleão”, que na linguagem da polícia significa “assaltante que troca de roupa na fuga para despistar”.

Segundo o perito criminal Vamilton Albuquerque, “foram usadas duas armas de mesmo calibre – possivelmente revólver – e os doze tiros foram disparados nas regiões do peito, ombro, pescoço e cabeça da vítima. Todos pelo lado direito”.

Os familiares não deram muitas informações à polícia a respeito da vida de Cleisson. Ninguém relatou se ele recebia ameaças de morte ou se teria se envolvido em alguma desavença. Nada foi roubado, fato que descartou a hipótese de latrocínio – roubo seguido de morte.

A Divisão de Homicídios (DH) esteve na cena do assassinato e levantou as informações sobre o caso, que deverão ser encaminhadas para a Delegacia da Cabanagem. O corpo da vítima foi removido para o Instituto Médico Legal (IML).

(Diário do Pará)

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