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POLÍCIA

Homem mata mulher a facadas e depois se suicida

Na qualidade de autoridade policial civil no município de Floresta do Araguaia, na região sudoeste do Estado, o delegado Renato Baptista Duran abriu inquérito para apurar um duplo crime, tendo como vítima um casal de moradores local. O crime também é enqu

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Na qualidade de autoridade policial civil no município de Floresta do Araguaia, na região sudoeste do Estado, o delegado Renato Baptista Duran abriu inquérito para apurar um duplo crime, tendo como vítima um casal de moradores local. O crime também é enquadrado na nova modalidade feminicídio.

O Boletim de Ocorrência foi registrado pelo investigador Rhandolfe Pinheiro, relatando que foi acionado pelo subtenente Mourão, do destacamento da PM em Floresta do Araguaia, dando conta de um homicídio na rua Tancredo Neves, periferia deste município.

Ao chegar no local indicado, o policial se deparou com o corpo de Maria Aparecida Gomes da Silva, de 47 anos, que apresentava duas perfurações de arma branca, à altura do peito esquerdo, que provocaram-lhe a morte.

Enquanto se fazia os levantamentos deste crime, o policial teve a notícia de que a 1.500 metros do local, populares tinham encontrado o corpo de um homem pendurado com uma corda no pescoço, sendo identificado como José Cardoso da Silva, de 53 anos, esposo da mulher morta.

No local, os policiais que estavam na missão encontraram uma motocicleta com uma sacola no guidom e duas cartas, sendo uma endereçada aos filhos do casal e outra ao povo de Floresta do Araguaia, explicando o tresloucado gesto de José Carlos.

Investigações do subtenente Mourão na casa de José Carlos da Silva acabaram por encontrar no kit-net do suicida, que morava sozinho, a faca utilizada para matar Maria Aparecida, e um caderno cuja capa com letras garrafais tinha a seguinte inscrição: “Eu já sofri demais, chega, nossa vida e assim mesmo, conforma. Pra mim tudo acabou. Tchau”.

Um sobrinho da vítima reconheceu a letra do tio e informou que o mesmo deve ter passado muito tempo escrevendo, uma vez que era um homem de pouca leitura e pela situação dos cadáveres, os crimes ocorreram muitas horas atrás.

Segundo informações de familiares, os dois eram casados há 27 anos e tinham três filhos. Eles já haviam se separado várias vezes e sempre voltavam, sendo que desta vez estavam há seis meses separados. A família disse também que José Carlos tentou várias vezes a reconciliação nos últimos dias, fato sempre repudiado por Maria.

(Diário do Pará)

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