E o que andam fazendo os responsáveis pela segurança da população? Por mais paradoxal que possa parecer, poucos dias após os assassinatos brutais mencionados nessa reportagem, o secretário de Segurança Pública do Pará, Jeannot Jansen, disse, com todas as letras, que os índices de violência haviam “diminuído” e que os assassinatos seguidos de pessoas da classe média seriam “atípicos”. Disse o secretário que os acontecimento violentos “fugiram da realidade”, que os lugares identificados como áreas que têm “mancha criminal” seriam alvo de operações especiais e que era “intolerável” a aceitação do que “estava acontecendo”.
Para completar, o titular da Segup garantiu que lamentava “profundamente os acontecimentos”, referindo-se à violência.
MAIS 45 ASSASSINATOS
Em tempo: apesar das ações anunciadas pelo secretário da Segup, entre 25 de maio, dia em que Lucas Batulevicios foi assassinato, e a noite da última sexta-feira (05), mais 45 pessoas, não apenas da elite - a exemplo do empresário israelense Gil Gottfried, de 61 anos - mas de todas as classes sociais, foram assassinadas em Belém e no interior do Pará, de acordo com reportagens publicadas no DIÁRIO POLÍCIA.
(Diário do Pará)
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