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POLÍCIA

Famílias de vítimas de chacina denunciam assédio

Passados sete meses da chacina que vitimou 11 jovens em diversos bairros da periferia de Belém, após o assassinato do cabo PM “Pety”, as famílias das vítimas cansaram de esperar punição dos culpados e resolveram entregar uma carta aberta aos integrantes d

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Passados sete meses da chacina que vitimou 11 jovens em diversos bairros da periferia de Belém, após o assassinato do cabo PM “Pety”, as famílias das vítimas cansaram de esperar punição dos culpados e resolveram entregar uma carta aberta aos integrantes do Conselho de Segurança Pública do Estado do Pará (Consep). No documento as famílias afirmam que, apesar do tempo, ainda se sentem inseguras e temerosas com constrangimentos advindos de policiais militares. A nota cita, em particular, o sargento Rossicley Silva, que, segundo elas, continua tendo posturas intimidatórias perto das residências onde moram.

Citam ainda situações ocorridas recentemente envolvendo abuso de poder de policiais militares, além de assédios de pessoas que se dizem assessores parlamentares de políticos ligados ao Governo oferecendo ajuda assistencialista. Os familiares criticam a falta de informações sobre os inquéritos policiais civis relacionados aos homicídios. Alguns deles foram concluídos e enviados à Justiça sem qualquer comunicação às famílias das vítimas e aos órgãos e instituições que acompanham o caso.

A carta afirma que, apesar da repercussão da chacina de novembro de 2014, outros assassinados com as mesmas características continuam acontecendo por supostas milícias, grupos de extermínio e justiceiros, à margem do estado democrático de direito, fato atribuído à omissão do Governo do Estado. “Nossos familiares foram vítimas justamente dessa lógica perversa de pessoas que se acham acima do bem e do mal e pensam que podem julgar e executar pessoas, impondo a barbárie e regras próprias como se fossem senhores da vida e da morte”, diz a carta. Por fim, as famílias criticam parte da imprensa por sensacionalizar os fatos ocorridos, apresentando versões contrárias às investigações.

MEDIDAS EMERGENCIAIS

Ao final da carta, as famílias reivindicam a adoção de sete medidas emergenciais sobre o caso, entre elas o repasse de informações concretas sobre os procedimentos administrativos instaurados contra os policiais militares indiciados pela Promotoria Militar e que o Consep determine a criação de uma comissão mista composta por Ministério Público, Tribunal de Justiça do Estado e sociedade civil para o monitoramento das recomendações da CPI das Milícias e do próprio andamento do caso.

(Diário do Pará)

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