Um grupo de jovens denunciou um suposto caso de abuso de autoridade e agressão física de homens da Guarda Municipal de Belém (GMB) durante uma abordagem de rotina no Portal da Amazônia, na noite da última quinta-feira (11), no bairro do Jurunas, em Belém. De acordo com a denúncia, socos, chutes e até ameaças de morte teriam sido ditas por três guardas.
A principal vítima da suposta agressão tem 19 anos e pediu para não ter a identidade revelada. Ele relatou à imprensa que os guardas municipais identificados apenas como Moisés, Levy e outro de nome ainda desconhecido teriam lhe abordado com truculência.
“Eu estava com os meus amigos no Portal da Amazônia e não estávamos fazendo nada de errado. Um colega nosso chegou na moto pela contramão e dois guardas chegaram e pediram documentos da moto e habilitação. Depois pediram as nossas identidades, mas eu falei que não estava com ela naquele momento. Aí ele começou a nos ofender e eu pedi pra ele não falar daquele jeito e me sentei na calçada. Foi quando ele começou a me dar socos e chutes”, disse.
Ele falou que o seu irmão foi tentar impedir o suposto abuso e também foi agredido. “Quando eles começaram a me bater o meu irmão também levou socos e chutes. Aí eles me seguraram pelas mãos e me levaram para dentro da guarita deles. Foi quando eles apagaram as luzes e me espancaram. Eles me bateram tanto que desmaiei. Me filmaram, fizeram foto minha, disseram que só não iam me matar e me jogar no rio porque tinha muita gente lá no Portal”, disse.
Após isso, de acordo com o relato, “o guarda Moisés preencheu um documento de liberação do jovem à um amigo contendo assinaturas dos guardas que ali estavam e, ainda marcou com um ‘x’ um item que apontava ‘perfeitas condições de integridade física’ do rapaz liberado”.
As pessoas agredidas e com vários hematomas foram até a Seccional Urbana de São Brás e registraram um boletim de ocorrência. Além disso, foram encaminhadas para o Instituto Médico Legal (IML), para exames de corpo de delito.
A reportagem foi até a guarita do Portal da Amazônia, para tratar sobre o assunto, mas os guardas que estavam no local afirmaram que os colegas envolvidos no caso “não estavam mais no expediente, pois teriam tirado um plantão somente durante uma programação junina”.
(Diário do Pará)
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