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POLÍCIA

Motorista de ônibus é baleado no pescoço

A violência que invadiu as escolas, adentra as residências e que atinge o trabalhador e cidadão do bem, escancara a fragilidade da segurança pública no Pará. Exemplo disso é o motorista da empresa Nova Marambaia Laerte Madson Bastos, que opera a linha Ben

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A violência que invadiu as escolas, adentra as residências e que atinge o trabalhador e cidadão do bem, escancara a fragilidade da segurança pública no Pará. Exemplo disso é o motorista da empresa Nova Marambaia Laerte Madson Bastos, que opera a linha Bengui/Felipe Patroni. Ele foi baleado durante um assalto no coletivo, na noite de anteontem. O trabalhador foi atingido no pescoço, mas foi socorrido e levado ao Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE).

De acordo com a Polícia Militar (PM), o assalto ocorreu na rua São Clemente no bairro do Bengui, próximo ao final da linha do itinerário, praticados por dois homens que não foram identificados, mas que seriam conhecidos da área na prática de assaltos contra coletivos.

“Eles subiram ao ônibus e foram logo anunciando o assalto e levaram os pertences de todos os passageiros do ônibus. Apuramos informações sobre esses assaltantes e pelas características suspeitamos que sejam os mesmos que costumam assaltar ônibus aqui no final da linha”, disse o sargento PM Luiz, que atendeu a ocorrência.

Durante o assalto, os suspeitos atiraram dentro do coletivo e acertaram o motorista Laerte Madson Bastos no pescoço e fugiram antes da chegada da PM. O trabalhador foi socorrido e levado ao posto de saúde do Bengui, mas de lá foi encaminhado ao hospital Metropolitano.

Em nota, a assessoria de comunicação do hospital informou que o motorista segue internado em quadro considerado estável, mas sem previsão de alta, segundo a equipe médica que o assiste.

REVOLTA

O baleamento do motorista Laerte Madson Bastos revoltou os trabalhadores rodoviários, que denunciam que a classe está constantemente submetida ao cenário de insegurança vivido no Estado. De acordo Edilberto Ventania, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Belém, somente esse ano foram registrados mais de 300 assaltos dentro dos coletivos, que colocaram em risco os profissionais e os passageiros, na capital paraense.

“É um número alto que, em algumas vezes, pode resultar em tragédias maiores”, garante Ventania.

Ainda de acordo com o sindicalista, a categoria já tentou várias formas de negociação com os órgãos de segurança pública para tentar resolver esse problema, mas nunca fomos atendidos. “Em nossas greves sempre falamos da insegurança, mas nunca somos atendidos. Já reivindicamos com a polícia e outros órgãos, porém não nos atendem. Já não sabemos a quem podemos reclamar, mas, enquanto isso, os trabalhadores estão em risco e podem não voltar com vida para suas casas”, concluiu Edilberto Ventania.

(Diário do Pará)

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