A Delegacia de Repressão à Furto e Roubo de Cargas (DRFRC), vinculada à Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), fez a detenção de Josenildo Silva Costa, 28 anos, e Joel Paulo de Toledo Bozza, 49, acusados de desviarem 16 toneladas de tinta de uma empresa instalada em Marituba. O produto foi guardado em um galpão desativado na Vila dos Cabanos, em Barcarena, mas apenas 10 toneladas foram recuperadas. A polícia acredita que o restante já tenha sido negociado pelos envolvidos.
De acordo com Jarson Silva, delegado, a tinta estava sendo transportada pela empresa para ser distribuída em lojas pelos municípios de Barcarena, Moju, Abaetetuba e outros daquela região, mas foi desviada por Josenildo há cerca de 15 dias. O roubo foi comunicado pelo proprietário da empresa para a Polícia, que iniciou as investigações com apoio dos investigadores Jean Mesquita e Luís Barbosa. “Foi um trabalho intenso, mas conseguimos recuperar o produto que já foi entregue ao verdadeiro dono”, disse o delegado.
Ainda de acordo com Jarson, Josenildo teria agido junto de outro homem que ainda não foi identificado. Eles levaram o carregamento para o galpão pertencente a Joel. “Nossas investigações levaram a gente até esse galpão na Vila dos Cabanos, e quando chegamos lá conferimos que grande parte da tinta estava mesmo lá. Vamos continuar as investigações para chegar ao terceiro envolvido”, completou o delegado.
Em relação ao proprietário do galpão aonde as tintas foram escondidas, ele negou a participação no caso em depoimento ao delegado Jarson Silva. A equipe do DIÁRIO tentou ouvi-lo, assim como Josenildo, mas ambos não quiseram falar. “É um direito deles não falar. O Joel nega ter permitido que usassem o galpão dele para esconder a carga, mas o fato é que o produto já estava lá uns dez dias e se ele realmente não permitiu foi tempo suficiente para tirar o carregamento de lá. Mas, vamos esperar como as coisas vão se resolver”, disse Luís Barbosa, investigador. “Eles devem ter vendido a tinta por um preço baixo, já que conseguiram a custo zero. Mas, vale lembrar o risco de se comprar produto sem se saber a procedência e, nesse caso, a pessoa pode ser autuada por receptação qualificada”, alertou o delegado.
(Diário do Pará)
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