Foi condenado a três anos e um mês de prisão um marido que torturou a esposa, que queria que ela confessasse uma suposta traição, segundo informações do portal IG. O caso aconteceu na Região Metropolitana de São Paulo.
Segundo a decisão, o marido chegou em casa e acusou a mulher de manter relações extraconjugais com o filho do patrão dele. Em seguida, agrediu-a com socos, pontapés, tapas e puxões de cabelo, e a ameaçou de morte caso não confessasse a traição.
Horas mais tarde, a mulher conseguiu fugir e foi até a escola de um dos filhos e ligou para a polícia.
Detido, o homem confessou o crime e disse não ser a primeira vez que a agredia. A mulher foi levada para o pronto-socorro, com ferimentos na cabeça e no pescoço.
A lei que prevê penas específicas para a tortura entrou em vigor em 1997, e define o crime como o ato de "constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental".
No caso, ficou claro que o homem espancou a mulher, pois queria que ela "declarasse ter mantido relacionamento extraconjugal que imaginava ter ocorrido entre ela e o filho de seu patrão", escreveu o desembargador Juvenal Duarte.
Por esta razão, não se tratava apenas de um caso de lesão corporal, como alegou a defesa do acusado.
(DOL com informações do IG)
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