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POLÍCIA

Paraenses mortos em SC são sepultados em Castanhal

Os corpos dos paraenses Arlei Raoni Costa Silva e Alisson Lima Barbosa, assassinados a tiros no estado de Santa Catarina (SC), no dia 17 do mês passado, chegaram a Castanhal, no nordeste paraense, na manhã de quinta-feira (06). Eles foram velados no ginás

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Os corpos dos paraenses Arlei Raoni Costa Silva e Alisson Lima Barbosa, assassinados a tiros no estado de Santa Catarina (SC), no dia 17 do mês passado, chegaram a Castanhal, no nordeste paraense, na manhã de quinta-feira (06). Eles foram velados no ginásio poliesportivo do bairro Imperial e, por volta das 15h, sepultados no cemitério do bairro Jaderlândia, naquele município. A chegada ao Pará demorou porque as famílias das vítimas tiveram dificuldades em pagar R$ 11 mil pelo transporte de cada corpo.

De acordo com o delegado Ênio de Oliveira Matos, titular da Delegacia de Homicídios de Florianópolis (SC), os dois paraenses foram encontrados mortos dentro de uma mata, próximo à praia de Moçambique, em Florianópolis, capital catarinense. “Os assassinos, após os assassinatos, ainda atearam fogo nos cadáveres. Um dos rapazes levou sete tiros e o outro quatro tiros, segundo laudos feitos por peritos do IML”, informou o policial civil.

Ambas as vítimas tinham 22 anos de idade. “Meu filho era técnico em manutenção de computadores e saiu de casa em busca de um bom emprego. Ele era uma pessoa muito carinhosa comigo e não merecia ter uma morte tão cruel”, disse Conceição Souza, mãe de Arlei Silva. A dona de casa contou ainda que Arlei e Alisson estavam há apenas seis meses em Santa Catarina e que moravam juntos em um apartamento. “Eles discutiram com um vizinho. Não sabemos se esse vizinho tem algum tipo de envolvimento nos crimes. A polícia não descarta essa possibilidade”, acrescentou Conceição Souza.

A mãe de Alisson, que não se identificou, quase não conseguia falar de tanto chorar pela perda precoce do filho. “Esses assassinos têm que pagar pelos crimes que cometeram. Queremos justiça”, pediu ela. Ao se deparar com os dois caixões, uma prima de uma das vítimas desmaiou e teve que ser socorrida por outas pessoas que acompanhavam o velório.

(Diário do Pará)

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