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POLÍCIA

Empregada doméstica vira refém por duas horas

Eu estava lavando louça quando de repente surgiu esse homem armado na minha cozinha. Ele foi logo apontando a arma para a minha cabeça dizendo que eu era refém dele. Foi um desespero grande. Nunca tinha passado por isso”. Depois de ficar quase duas horas

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Eu estava lavando louça quando de repente surgiu esse homem armado na minha cozinha. Ele foi logo apontando a arma para a minha cabeça dizendo que eu era refém dele. Foi um desespero grande. Nunca tinha passado por isso”. Depois de ficar quase duas horas na mira de um revólver, a doméstica Almeire Araújo da Silva, 54 anos, desabafou sobre os momentos que a tiraram do sossego das atividades do lar.

Na manhã de ontem, ela foi feita de escudo humano por Alex José dos Santos, 32 anos, que tentava fugir dos policiais militares assim que foi cercado, próximo ao kitnet onde morava, na rua 2, no bairro do Parque Verde, em Belém. Houve perseguição, tiroteio, conversa e muita tensão. Alex estava bastante nervoso.

“Tentava aconselhar dizendo para ele sair dessa vida, ir para a igreja, que Deus o amava”, afirma a vítima, contando sobre a estratégia que ela utilizou para tentar se acalmar e fazer com que o homem se entregasse.

Durante as duas horas de negociações, sob o comando do tenente-coronel Lamego, do 24º Batalhão de Polícia Militar, Alex exigiu colete à prova de balas, a presença da mãe dele e a imprensa. Somente com as solicitações atendidas, ele libertou a vítima.

PERSEGUIÇÃO

De acordo com o capitão Lima Neto, a equipe de policiais da 2ª Companhia recebeu várias denúncias do envolvimento de Alex em diversos crimes, no bairro do Parque Verde. “Passaram informação que ele poderia estar em dois pontos. Montamos uma equipe e o encontramos próximo à casa de familiares, em um terreno baldio. Quando ele avistou o cerco, fugiu pulando muros. Na fuga, ele disparou vários tiros contra a nossa equipe”, detalha o capitão PM.

ARMADO

Alex dos Santos teria acabado com todas as balas de um revólver calibre 38, mas estava com outro nas mãos. No entanto, o primeiro tiro não foi disparado. “Ele já anda armado porque sabe que é alvo da polícia e de outros criminosos”, comenta Lima Neto. Sem outra alternativa, o foragido invadiu a residência da doméstica e a fez refém.

Ainda segundo o capitão PM, os policiais retornaram ao kit-net onde Alex mora. Lá, teriam encontrado 143 pacotinhos de maconha e 90g da mesma droga ainda prensada, que renderia pelo menos 100 pacotinhos. No total, aproximadamente R$ 3 mil seria a renda com o comércio ilícito de drogas.

"Acusado ameaçava quem o denunciasse", diz capitão.

(Diário do Pará)

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