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POLÍCIA

"Acusado ameaçava quem o denunciasse", diz capitão

O capitão PM Lima Neto afirma que Alex José dos Santos e seus comparsas ameaçavam policiais e população, no bairro do Parque Verde. “Foi difícil conseguir acesso às informações. A população temia porque ele ameaçava de morte caso alguém o denunciasse. Naq

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O capitão PM Lima Neto afirma que Alex José dos Santos e seus comparsas ameaçavam policiais e população, no bairro do Parque Verde. “Foi difícil conseguir acesso às informações. A população temia porque ele ameaçava de morte caso alguém o denunciasse. Naquela área, impera a ‘lei do silêncio’”. O acusado, ainda segundo o oficial da Polícia Militar, teria ameaçado a equipe de policiais, que trabalhava para combater a criminalidade e desmembrar a quadrilha de Alex Santos.

Em duas semanas, pelo menos três supostos comparsas de Alex também foram presos, todos por envolvimento com entorpecentes: Luiz Felipe, Adailton Rodrigues do Rosário, e a companheira dele, Maria Helena Souza Coelho.

ANTECEDENTES

Segundo o investigador da Divisão de Homicídios do distrito de Icoaraci, no sistema da Polícia Civil há pelo menos quatro registros de crimes que teriam sido praticados pelo acusado: roubo, dois homicídios e uma tentativa de homicídio. O crime mais recente teria acontecido há dois meses, no bairro do Parque Verde. A vítima teria sido um homem identificado como “Max”.

De acordo com a delegada Adriana Magno, da Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) do Tapanã, Alex José dos Santos era foragido do Sistema Penitenciário do Estado desde dezembro do ano passado, quando escapou do Presídio Estadual Metropolitano I (PEM I), em Marituba.

Dessa vez, ele foi autuado em flagrante e deverá responder por mais quatro crimes: duas tentativas de homicídio - contra o cabo da PM Emildo de Oliveira (24º BPM) e o repórter cinematográfico José Fernando Noronha de Araújo, da RBATV, que acompanhava a operação no momento do tiroteio -, adulteração de armamento - pois um dos revolveres apreendidos estava com a numeração raspada -, tráfico de drogas e roubo qualificado – pelo fato de ele ter invadido a casa da vítima e tê-la feito refém.

(Diário do Pará)

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