O francês Jean Marry, autor do disparo que vitimou fatalmente um menino de 14 anos, já foi libertado nesta sexta-feira (14). O caso aconteceu na quarta-feira (12), no município de Gurupá, no Marajó. A Polícia Civil chegou a pedir a prisão preventiva do francês, mas o juiz substituto da comarca do município negou o pedido. A população está revoltada com o caso e pede que a justiça mude de decisão. Muitos temem que o acusado saia do país, e o crime fique impune.
O menino foi morto na quarta-feira (12), após ser atingido na cabeça por um tiro de espingarda calibre 12. A vítima transitava pelas proximidades do igarapé “Jacupí”, na área de propriedade do acusado de efetuar o disparo. Testemunhas contam que ele retornava de um terreno que pertence a sua família, acompanhado de mais dois meninos, de 10 anos e outro de 12 anos, quando então teria sido surpreendido por Joan Marry, que armado com uma espingarda, sem dar chance de defesa à vítima, disparou um tiro contra o jovem, conforme contou o pai da vítima, que não quis se identificar.
Segundo Alessandro Martins, advogado de defesa do acusado, Jean até o momento não conseguiu relatar nada sobre o ocorrido, por estar em estado de choque. Porém, a esposa dele afirma ter ouvido gritos ofensivos que vinham da mata próxima de sua residência. Ela afirma ainda que a área já havia sido invadida por marginais anteriormente. Diante da situação, o acusado pegou a arma de fogo e em seguida efetuou um disparo na direção ao matagal, com o intuito apenas de assustar quem tivesse do outro lado. Mas, como a arma já estava engatilhada, o tiro partiu rumo aos jovens, conforme contou a defesa, alegando disparo acidental.
Após a confirmação da morte, populares revoltados invadiram, saquearam e atearam fogo na residência do acusado. O clima na cidade continua tenso, pois existe a ameaça de invasão do prédio da delegacia, local onde o acusado encontrava-se preso.
(DOL com informações de Dailton Palheta)
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