Moradores do município de Portel, na Ilha do Marajó, ficaram revoltados com mais um crime de homicídio, em que foi vítima um adolescente de 16 anos, quando voltava para casa nesta sexta-feira (4).
Duas versões foram apresentadas para a tragédia que enlutou uma família humilde, moradora da periferia de Portel. A noite estava chegando quando o adolescente voltava da escola para a sua residência, andando pela travessa Doutor Assis, quando foi abordado pelo criminoso.
A primeira versão postada em redes sociais dava conta que o adolescente teria reagido a um assalto e, por não entregar o aparelho celular, provocou a ira do assaltante, que, efetuou um disparo de arma de fogo no peito do adolescente, que morreu no local. Depois, filtrando as informações, o pai do adolescente compareceu à Delegacia de Polícia Civil de Portel e, perante a autoridade policial civil de plantão, comunicou que seu filho fora vítima de homicídio após ter sido abordado por um homem que pedalava uma bicicleta e que fez um disparo contra o peito do adolescente, matando-o.
Na ocorrência policial, o pai, Leuto Alves Farache, informa que uma testemunha que será chamada a prestar depoimento identificou o suspeito como sendo um estudante da mesma escola da vítima e que fora visto fugindo pedalando uma bicicleta.
DESENTENDIMENTO
O delegado Artur Carlos de Oliveira conta com uma informação importante para definir as circunstâncias do crime. “Na noite anterior, o meu filho teve um desentendimento na escola com o suspeito, onde discutiram por causa de uma namorada”, informou no Boletim de Ocorrência Leuto Farache.
Diante deste fato, policiais militares lotados no destacamento de Portel fizeram, durante a noite, várias incursões em possíveis endereços onde o suspeito poderia estar escondido, porém sem sucesso. Informações de Portel dão conta que o suspeito teria fugido para o interior do município, onde teria parentes.
O corpo do adolescente foi levado para o necrotério do hospital municipal, onde passou por perícia médica e depois foi entregue para a família fazer o sepultamento. Colegas da escola onde o adolescente estudava estão preocupados com a onda de violência e prometem fazer manifestação durante o enterro do rapaz.
Para o pai Leuto Farache, o adolescente era uma pessoa de boa índole, sem passagens pela polícia e estimado por todos na escola onde estudava. O delegado Arthur Carlos Oliveira abriu inquérito policial para ouvir testemunhas, familiares e amigos do menor e solicitar a apreensão do suspeito, que também seria adolescente.
(Diário do Pará)
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