Inaugurada há dois anos, a Unidade Integrada Pro Paz do município de Cachoeira do Arari, na Ilha do Marajó, está distante do que é divulgado pelo Governo do Estado. Abrigando apenas dois policiais civis e quatro militares, estes são responsáveis pela segurança do município com mais de 25 mil habitantes.
A UIPP de Cachoeira do Arari registrou, neste fim de semana, a fuga dos seis presos de Justiça que estavam custodiados no local, levando mais pânico à população, devido ao grau de periculosidade deles.
Tudo foi registrado em ocorrência pelo investigador Rafael Gemaque, informando a seus superiores que estava no alojamento da
UIPP, por volta das 23h45 de sexta-feira (4), quando escutou disparos de arma de fogo que vinham dos fundos do prédio.
Segundo o policial civil, “os disparos eram efetuados pela guarnição de policiais militares, sob o comando do cabo Cunha, depois que perceberam que os presos das duas celas estavam fugindo, após serrarem as grades de proteção, tomando rumo ignorado”.
Fugiram da cela 1 os detentos Rosiberto Alves Bragança, Lucas Ramon Gomes Meireles e Valmir Leal dos Santos. Da cela de número 2 fugiram Antônio Carlos dos Santos Nascimento, Edvaldo Leal da Glória e Jonathan Miranda Ferreira.
Após serrarem as grades, eles tiveram acesso à sala de reconhecimento, escalaram a parede, entraram no forro e desceram pela parte de trás, correndo rumo à pista do aeroporto municipal,
tomando rumo ignorado.
Segundo moradores do município, um boato circulou pela cidade de que três dos detentos seriam resgatados a qualquer momento, o que deixou a diminuta equipe de policiais em estado de alerta. No entanto, o que ocorreu foi uma fuga
em massa.
As serras que causaram o dano ao patrimônio público foram repassadas pela parte externa da cadeia, que possui estrutura vulnerável, onde pessoas estranhas têm acesso devido aos balancins colocados no local. Até fecharmos esta edição as buscas continuavam.
(Diário do Pará)
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