Uma área de difícil acesso, no lixão de Benevides, região metropolitana de Belém, foi o cenário escolhido para esconder os restos mortais de Breno das Chagas Alves, de 19 anos, que estava desaparecido desde segunda-feira, 31 de agosto último. Ele foi encontrado ontem (08), por volta das 11h, praticamente em ossada. O reconhecimento foi feito no local pela esposa dele, que o identificou pelas roupas usadas no dia em que saiu de casa apenas para atender um telefonema.
A denúncia foi repassada à Polícia Militar via Ciop (Centro Integrado de Operações) após uma ossada ser encontrada, por um catador da coleta seletiva de lixo, num local de difícil acesso. A notícia correu pelo bairro das Flores, em Benevides, e chamou a atenção da dona de casa Daisy de Souza Ramalho, de 32 anos, esposa da vítima, e do pai dela, o funcionário público Reginaldo Ramalho.
“Eu estava passando por aqui para visitar meu irmão e falaram: ‘o senhor veio olhar o corpo que acharam?’. Avisei minha filha e, pelas roupas dele, ela conseguiu reconhecê-lo”. informou o sogro da vítima. Por sua vez, Daisy contou que o marido estava desaparecido desde a segunda-feira, 31 de agosto. Ele teria saído de bicicleta, por volta das 17h30, dizendo que “ia atender um telefonema e que não iria demorar”. Ainda segundo Daisy, Breno estava desempregado, mas fazia “bico” para sustentar a casa.
No local onde a ossada foi encontrada, o crânio estava afastado do pescoço, já ao lado das pernas. Apenas um resto de pele sobrou na parte dos pés . Na frente do cadáver, havia uma corda amarrada em um galho de árvores, que estava com as pontas queimadas e ao lado de uma garrafa de álcool etílico e sacos plásticos pretos. Os urubus já não rondavam mais o corpo.
Para o cabo da Polícia Militar Albuquerque, que atendeu o chamado via CIOP juntamente com os cabos PMs Sérgio e Paes, da viatura 2107, a distância de onde foi encontrado o corpo para a entrada do lixão, cerca de 200 metros, onde os catadores se reúnem para coletar o lixo, pode ter sido calculada. “Pode ser que o tenham deixado aqui para que o cheiro não chamasse atenção”, disse. O caso será investigado pela Polícia Civil.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
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