O medo pode ser percebido no simples ato de se caminhar pelas ruas de Santa Bárbara. A maioria dos estabelecimentos comerciais é protegida por grades e outros mecanismos de segurança e muitos deles, mantidos fechados sem funcionamento. “Meu comércio eu decidi colocar grade para me proteger dos constantes assaltos que andam acontecendo aqui”. Ele admite que as medidas de segurança causam desconforto nos clientes, prejudicam o atendimento a eles, mas que essa seria a única maneira para não correr tantos riscos.
Nem mesmo os alunos da Escola Estadual Pádua Costa, localizada próxima da Rua Vera Cruz, a mesma onde o agente prisional foi assassinado, escapam da ação dos assaltantes. “Nós que ficamos aqui no nosso ponto, vemos constantemente os alunos serem roubados”, disse Ruberval Lima, mototaxista. “Eu nem levo meu celular para a escola porque tenho medo de ser assaltado”, confirmou um estudante de 17 anos.
Para os moradores de Santa Bárbara, o motivo para o grande avanço da violência se deve a falta de efetivo da Polícia Militar (PM) nas ruas do município. “A gente vê pouco policial militar fazendo ronda pela cidade, nem nas escolas vemos eles. Por isso que têm acontecido até assassinatos na cidade. Se tivéssemos uma polícia mais presente, com certeza traria mais segurança para nós”, conclui Ramon Lopes, 32 anos, agente de saúde. A assessoria de comunicação da Polícia Militar foi procurada, mas até o fechamento dessa edição, não se manifestou sobre o assunto.
O velório do agente penitenciário Ênio Nonato Martins Costa, 36 anos, assassinado com cinco tiros na cabeça, no início da tarde de anteontem, aconteceu em sua residência com a presença de amigos e familiares, durante a manhã de ontem.
De acordo com um parente da vítima, que pediu para não ser identificado. Logo após o velório o corpo seguiu para o município de Vigia, no nordeste do Estado, sua terra natal e onde seria sepultado.
(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)
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