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POLÍCIA

Moradores do Tapanã exigem mais segurança

A fita de isolamento usada pelo Instituto Médico Legal (IML) ainda estava no local do crime de Josué Conceição Alves, 48 anos, morto, no começo da tarde de anteontem, com quatro tiros, na feira do conjunto Cordeiro de Farias, no bairro do Tapanã, na Grand

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A fita de isolamento usada pelo Instituto Médico Legal (IML) ainda estava no local do crime de Josué Conceição Alves, 48 anos, morto, no começo da tarde de anteontem, com quatro tiros, na feira do conjunto Cordeiro de Farias, no bairro do Tapanã, na Grande Belém. O item isolador do IML não apenas remetia à materialização do assassinato, mas também à insegurança frequente que amedronta os moradores daquele bairro. Eles exigem uma solução para o problema, que só parece se agravar. O assassinato de Josué foi o segundo em menos de 24 horas no bairro. No final da tarde de quarta-feira (23), Arthur Vieira dos Santos, 19 anos, foi assassinado com seis tiros por cinco homens, sendo que um dos assassinos foi baleado após trocar tiros com a Polícia Militar (PM), na rua do Ranário. Em ambos os casos, a motivação ainda tem sido um mistério, mas justificam a violência que predomina no local.

Na feira ou na rua, não importa onde, a situação preocupa, em especial, o cidadão de bem que é o principal refém da insegurança. “Aqui no Tapanã os assaltos acontecem com muita frequência e a coisa tem piorado porque já estão acontecendo assassinatos e a gente que é do bem facilmente pode ser vítima desses bandidos. Saímos para trabalhar, mas não sabemos se vamos voltar vivos para nossas casas”, disse Alex Ribeiro, 32 anos, feirante.

A violência modificou também a rotina dos feirantes, que usam seus próprios meios para enfrentar a situação. “Hoje temos cuidado já no horário de chegar aqui na feira. Nunca chegamos cedo demais e esperamos já o dia clarear para darmos início ao trabalho”, complementa a também feirante Rosa Marinho, de 48 anos. Diz ela que os trabalhadores andam em grupos. Já os comerciantes que têm estabelecimentos vivem atrás de grades e mesmo assim inseguros.

A falta de policiais, dizem os moradores, agrava a situação. “Os policiais militares, que já são poucos aqui, realizam rondas de maneira desorganizada. Precisamos de mais policiamento, pois a violência só tem crescido aqui na nossa localidade. Nosso apego é apenas em Deus, que nos dá sabedoria para saber enfrentar esse problema que tem se tornado muito grande”, concluiu Rômulo Silva, 33 anos, pedreiro.

“PERMANENTE”

Procurada para esclarecer o assunto, a assessoria de comunicação da Polícia Militar informou que o policiamento no Tapanã é “permanente” e feito “24 horas por dia”. As rondas dos militares são feitas “a pé, motorizadas e com apoio de policiais em motocicletas”. Para completar, diz ainda a assessoria, “há operações de prevenção e de fiscalização que são efetivadas todos os dias, algumas inclusive, com apoio de outros órgãos do Sistema de Segurança Pública e órgãos parceiros”.

(Alexandre Nascimento/Diário do Pará)

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