No ano passado, em Belém, duas pessoas morreram por dia vítimas de crimes violentos letais intencionais. A capital paraense registrou, em 2014, 734 assassinatos em números absolutos. Entre as capitais brasileiras, é a 7ª em quantidade de assassinatos. A taxa de mortes para cada 100 mil habitantes de Belém foi de 77,3 em 2014 e ocorreu uma variação de -2,6% nesses números em relação à 2013. Os dados inéditos fazem parte da primeira série de levantamentos estatísticos do 9º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que acaba de ser tabulada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O Fórum apresenta pela primeira vez, em 9 anos, dados analíticos sobre a crimes violentos em capitais brasileiras. O levantamento foi realizado a partir requisições às secretariais estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) e também por meio de cruzamento de informações disponibilizadas pelas mesmas secretarias em seus respectivos websites.
Fortaleza foi a capital que registrou em 2014 a maior quantidade de assassinatos em números absolutos: 1.989 ao todo. Houve, em relação ao ano anterior, queda de 1%. Na capital cearense, a taxa para cada 100 mil habitantes foi de 77,3, também a maior do País.
Outra capital do Nordeste, Salvador, ficou com o segundo posto em números absolutos: 1.397 mortes, queda de 6,5% em comparação ao ano anterior e com taxa de 48,1 óbitos por 100 mil habitantes. São Paulo registrou, em números absolutos, 1.360 mortes por crimes violentos, a terceira maior do País. Entretanto, a taxa da capital paulista, de 11,4 a cada 100 mil habitantes, é a menor de todo o Brasil. A cidade obteve em 2014 ante 2013 uma redução de 4,3% no total desses crimes.
Com uma taxa de 20,2 assassinatos a cada 100 mil habitantes, uma diminuição de 6,4% em relação a 2013, o Rio de Janeiro registrou 1.305 crimes violentos letais intencionais em 2014.
MENOS QUE GOIÁS
A 9ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública também analisa de forma inédita os gastos com segurança pública no Brasil. O levantamento, realizado a partir do cruzamento e da consolidação das informações da Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda e das secretarias estaduais e municipais de Fazenda, indica que São Paulo foi o Estado que mais gastou com segurança pública em 2014: R$ 10,4 bilhões.
Por sua vez, o Estado do Pará ficou na 10ª posição, na avaliação de gastos com segurança pública, com R$ 1,8 bilhão de investimento no setor. O Pará investiu menos que Goiás, por exemplo, que tem uma população 20% menor que a paraense. O segundo ente federativo que mais despesas teve em segurança pública foi Minas Gerais, que destinou R$ 10,1 bilhões para a pasta.
Apenas três unidades da federação diminuíram a verba destinada à segurança em um ano: Mato Grosso, Piauí e Tocantins. O Piauí é o que tem o menor gasto do Brasil, tanto absoluto (R$ 59 milhões) quanto per capita, de R$ 18,48 – muito abaixo da média nacional (R$ 332,21).
(Luiza Melo/Diário do Pará)
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