Dois rapazes, ambos de 20 anos, que poderiam ter um futuro brilhante, preferiram trilhar pelos piores caminhos. O resultado? Morreram em uma troca de tiros com policiais, na manhã de ontem, no bairro do Jaderlândia, região metropolitana de Belém. “A gente tentou fazer com que ele mudasse de vida, mas ele não quis saber”, lamentou um familiar, sobre a morte precoce de Welton Renan do Nascimento Silva. Ele e Rafael Rodrigues Pereira, conhecido pela Polícia Civil daquele bairro, trocaram tiros com policiais, segundo a versão dos militares, e não resistiram aos ferimentos.
“Recebemos denúncias anônimas informando que várias pessoas armadas estavam reunidas dentro de uma casa. Ao chegarmos lá, cercamos o local, eles viram a nossa movimentação e tentaram fugir”, comentou o capitão Paulo Casseb, da Polícia Militar. O oficial informou ainda que, de arma em punho, os rapazes deram vários tiros nos policiais, que reagiram. O soldado Marcelo Ribeiro o acompanhou. Ambos são lotados no 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM).
O baleamento dos rapazes gerou grande confusão na passagem Manoel Pioneiro com a rua Izani, por volta das 10h. Familiares teriam exigido que os próprios policiais os socorressem, já que a ambulância do SAMU demorava a chegar. Welton e Rafael foram levados para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, localizado próximo onde aconteceu o tiroteio.
Dois revólveres, um calibre 38 cano longo com 5 munições, 3 delas deflagradas e, outro calibre 32, com 3 munições, 2 deflagradas, que estariam com os rapazes, foram apreendidos e levados à perícia. As duas pistolas ponto 40, dos policiais militares, também devem ser analisadas. Os policiais afirmaram que no celular de um dos rapazes que morreu havia mensagens sobre um suposto plano de novo assalto, o alvo seria um mercado da região.
Um inquérito policial instaurado na Delegacia do Jaderlândia “deve apurar as circunstâncias de como se deu a situação”, diz a delegada Rosalina Arraes.
(Michele Daniel/Diário do Pará)
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