O catador de lixo Erivelton Pereira Santos, 42 anos, foi detido por uma guarnição da Guarda Municipal dentro do lixão do Aurá, na tarde de ontem. Ele é suspeito de ter iniciado um incêndio no aterro.
Erivelton foi preso com um gadanho (um tipo de ferramenta para revirar o lixo), uma faca e um isqueiro. O catador negou a intenção de atear fogo no local. “Não toquei fogo em nada. Eu moro lá na comunidade e sei que essa fumaça pode fazer mal para os meus filhos”, afirmou.
Mas o delegado da Delegacia de Meio Ambiente, Vicente de Paulo, disse que os guardas, conforme depoimentos, flagraram o suspeito próximo a um foco de incêndio no local. “A situação indicava que ele tinha acabado de criar as chamas na área”, disse o delegado, que lavrou um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) contra o catador. “É o que cabe diante das circunstâncias. Agora ele vai responder no Juizado Especial Criminal de Meio Ambiente”, explicou Vicente.
FUMAÇA
No dia 30 de agosto, uma forte fumaça tomou conta de alguns bairros de Belém, no início da noite. Ao investigar a origem do fogo, equipes do Corpo de Bombeiros encontraram focos de incêndio no Aurá, em Ananindeua.
Já no início da manhã do dia 28 de setembro, novamente a fumaça vinda do lixão tomou conta do céu de Belém. O aterro sanitário foi desativado no dia de 5 de julho para atender a determinação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Desde então, ficou proibido o despejo de lixo doméstico no local.
(Diário do Pará)
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