O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) ingressou junto à Justiça Militar o pedido de Prisão Preventiva contra o policial militar Alan Franklin Artiaga Cavalcante, acusado de assassinar o cabo da PM Meireles Alves Lobo.
O crime ocorreu em dezembro de 2013, no bairro do Sideral, em Belém, quando o cabo Meireles foi atender uma ocorrência durante a madrugada. Ao chegar no local, a viatura foi alvejada por vários tiros, um deles acertando a cabeça do policial.
De acordo com o MPE, duas testemunhas do ocorrido afirmam que viram uma pessoa encapuzada subindo na sacada do pátio da estância Mercadão da Construção. Elas contam que foram rendidas pelo encapuzado no momento que a passou pelo local.
Ao perceberem a presença dos policiais, o homem de capuz gritou aos comparsas "la vem uma barca" e "bora pra cima botar pra correr". Após troca de disparos os bandidos feriram de morte o cabo PM Meireles.

O cabo Meireles foi morto ao atender uma ocorrência no bairro do Sideral, em Belém. (Foto: divulgação)
Depoimentos sobre o caso afirmam que o atirador mais alto e que proferiu as palavras acima tinha voz semelhante a do soldado PM Alan Artiaga.
Segundo o promotor de Justiça Armando Brasil Teixeira "o depoimento tanto das testemunhas quanto dos demais réus policiais militares são convergentes visto que os mesmos declararam que o meliante alto magro trajando capuz proferia palavras de jargão militar e somente quem é policial militar possui condições de proferir as palavras citadas".
O promotor ainda afirmou que a prisão preventiva foi requerica com base na “garantia da ordem pública” e “periculosidade do indiciado ou acusado”, como forma de “resguardar a integridade física das testemunhas e dos próprios réus militares”.
(DOL com informações do MPE)
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