O delegado Dufrae Abade Paiva, de Santa Cruz do Arari, na ilha do Marajó, vai abrir inquérito policial para apurar as circunstâncias que levaram à morte de um homem na distante comunidade de Cruzeiro, zona rural daquele município marajoara.
O delegado recebeu denúncia dando conta de que uma residência havia sido destruída pelo fogo e o corpo do morador estaria dentro do imóvel. Disse que o sargento Sérgio, o cabo Rian e o soldado Coelho, do 8º Batalhão de Polícia Militar, além dele próprio e o investigador Jardel foram até o local.
Devido à distância do centro da cidade de Santa Cruz do Arari, os policiais saíram por volta das 23h e chegaram ao local já pela madrugada, depois de uma caminhada pelo campo, pois a viatura não teve condições de chegar ao imóvel, devido à falta de estradas.
“Ao alcançarmos a casa, foi constatado que estava totalmente destruída pelo fogo”, informou o sargento Sérgio. Foi encontrado no local um rapaz identificado como Elinelson Barbosa Nascimento, que também residia na casa e não soube explicar o que aconteceu no local onde estava o vigia Igor Gabriel Barbosa da Costa.
Elinelson Barbosa disse que foi buscar farinha, por volta das 17h30 desta segunda-feira (12) em outra residência, às proximidades, ficando Igor na casa. “Quando retornei, a casa estava em chamas e Igor não foi mais encontrado”, informou a testemunha.
Durante uma vistoria no que restou do imóvel, o delegado Dufrae e a guarnição da Polícia Militar observaram que na frente da casa, aonde o fogo não chegou, estavam marcas de sangue. “Fizemos várias buscas, mas o rapaz não foi encontrado e levamos a testemunha para a delegacia de Santa Cruz do Arari, para prestar depoimento”, informou o delegado Dufrae Paiva.
Pela manhã, moradores, montados a cavalo, começaram as buscas, culminando com o achado macabro do corpo de Igor, que teve parte do corpo queimado. “O corpo estava distante um quilômetro da casa incendiada”, informou um vaqueiro que participou das buscas.
Começava a “via-crúcis” para resgatar o corpo da vítima. Como o município não dispõe de serviço de remoção do Instituto de Criminalística, os moradores da região do Cruzeiro improvisaram, colocando o corpo de Igor em uma canoa, que foi arrastada por cavalos até a sede do município.
(J.R Avelar/Diário do Pará)
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