Um local de difícil acesso, cercado de mato e ruas de chão batido. Dentro de uma residência, na travessa São Lázaro, na Ocupação Santana do Aurá, bairro Águas Lindas, em Ananindeua, aconteceu um homicídio brutal, registrado no início da madrugada de ontem (16). Identificado como Eron Vilhena, 30 anos, foi assassinado com tiros de 3 tipos de armas de fogo, uma delas de uso restrito, além de ser atingido com 20 terçadadas por um grupo desconhecido, composto por 8 criminosos. Os motivos para tanta violência ainda são um mistério para a polícia.
Segundo informações de testemunhas oculares do homicídio, os criminosos bateram na porta da casa e fingiram ser policiais. No entanto, ao abrir a porta, a vítima foi surpreendida pelos assassinos, que não pouparam a presença de sua mãe e da esposa. Ele não teve chances de socorro médico e morreu na sala da residência.
“Quando ele (Eron) abriu a porta, os criminosos mandaram a mãe dele e a esposa se afastarem porque senão iriam matá-las também. Eles deram um tiro de escopeta no peito dele, depois deram tiros com outras armas e ainda deram várias terçadadas. Depois do crime, fugiram a pé, para a mata”, detalhou o sargento PM Arnaldo, lotado no 6º Batalhão de Polícia Militar (BPM).
“Segundo os familiares, ele veio aqui na casa da mãe dele, para fazer uma visita, trazer algumas coisas para ela. Fazia tempo que ele não vinha para esse local. Ele havia chegado com a esposa há pouco mais de 20 minutos, quando os criminosos apareceram”, disse ainda o militar. Segundo ele, os assassinos deveriam só estar esperando a vítima aparecer na casa da mãe.
“Depois do crime, eles roubaram uma televisão, o celular e levaram a carteira com dinheiro e documentos da vítima”, concluiu o sargento PM Arnaldo.
A mãe de Eron, que não foi identificada, entrou em estado de choque e precisou ser amparada por vizinhos. Uma equipe de técnicos do Centro de Perícias Científicas analisou o cenário do crime e não conseguiu ter noção da quantidade de tiros disparados contra o corpo da vítima. “São muitas perfurações, muitas lesões e não tem como contabilizar o número de tiros. O que descobrimos foi que usaram escopeta calibre 12, pistola Ponto 40 e outro tipo de arma de fogo, que não foi identificado”, explicou o perito Nilson Formosa. Assim como os tiros, os golpes de terçado foram na cabeça, peito, costas e braços da vítima.
A delegada Maria Cristina Esteves, de plantão na Divisão de Homicídios (DH), explicou que os motivos para a morte brutal da vítima “ainda não foram descobertos”. Após o levantamento de informações e da perícia na cena do crime, o corpo foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), para a necropsia. O caso deverá ser investigado pela Delegacia de Polícia do Julia Seffer.
(Fabrício Nunes/Diário do Pará)
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