Pensando no desenvolvimento, Marcos Matos, diretor de gestão portuária da CDP, explica que empresários estão criando novas alternativas de chegada de outros produtos via terrestre e de outros portos, com o objetivo de trazer balsas para a Vila do Conde e, a partir de então, os navios de médio e grande porte exportarem as mercadorias. “O Porto de Vila do Conde tem potencial para ser de grande porte, tem espaço e área para isso. Há perspectivas de ampliação”, afirma Matos. “Pela quantidade de mercadoria, a médio e longo prazo, será o segundo ou terceiro porto mais importante do País. Investimento traz investimento”.
Visando esse desenvolvimento, será lançado, amanhã (26), o edital da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), referente ao Terminal de Granel Vegetal do Porto de Vila do Conde. Estão previstos, ainda, o lançamento de mais 17 terminais, que já foram autorizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e estão localizados nos portos de Belém, Miramar, Outeiro, Vila do Conde e Santarém. Esses novos terminais serão destinados a movimentação de granéis líquidos, granéis sólidos, minerais, vegetais e produtos gasosos. “Os novos terminais trarão muito mais desenvolvimento ao Pará, além de gerar empregos e fortalecer a economia local”, diz o ministro dos Portos, Helder Barbalho.
Para o terminal que será leiloado a partir do edital, estão previstos mais R$ 500 milhões em investimentos, com a capacidade de movimentação podendo chegar a 5 milhões de toneladas por ano. Para isso, a gestão da CDP fomentará receita que será cobrada para as empresas em espécie de tarifas para que possam utilizar os portos, de acordo com a quantidade de embarques e desembarques.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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