"A polícia está fazendo segurança de um vagabundo que matou polícia...". É desta forma que um provável policial militar reagiu ao saber a quantidade de viaturas destacadas para fazer a segurança do velório de Jaime Tomas Nogueira, o "Pocotó".
A sentinela ao corpo do homem, morto na noite de segunda-feira (26) após a invasão do hospital onde ele estava internado, foi realizada na avenida José Bonifácio, no bairro da Cremação, em Belém.
Jaime Tomas Nogueira estava internado após ser ferido em provável envolvimento na morte de um policial da Rotam na noite do último domingo (25).
Conforme mostra o documento da distribuição das viaturas, três carros oficiais estariam presentes na área, deslocadas com este fim.

Documento mostra o destacamento das viaturas para a área onde ocorre o velório de Pocotó. (Foto: Via/WhatsApp)
Um áudio com a revolta do policial já circula no WhatsApp e o suposto PM pede a presença da imprensa para denunciar a situação.
Procurada pelo DOL, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social esclareceu que o documento expedido pelo Comando de Missões Especiais (CME) se soma às ações de reforço de policiamento ostensivo nas áreas dos Comandos de Policiamentos da Capital e da Região Metropolitana, deflagradas pela Polícia Militar já no início da semana.
"Na execução das ações são consideradas as chamadas “manchas criminais” – áreas de maiores registros de ocorrências apontadas pela Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac), a exemplo dos bairros do Jurunas e Guamá, onde haverá atuação das guarnições. Como medida preventiva, o trabalho do CME abrange também o trecho da José Bonifácio (entre Caripunas e Pariquis), no Guamá, em que se localiza a residência de Jaime Tomas Nogueira, conhecido como “Pocotó”, baleado e morto na noite de ontem por 9 elementos, dentro de um hospital particular.", diz a nota
A Segup informou que não irá comentar sobre o conteúdo do áudio.
OUTRO LADO
O Cabo Alciram, da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar, comentou a escala divulgada na internet.
“Precisamos saber se a família solicitou a segurança, ainda estamos checando isso, mas o documento circula na rede é uma forma de indignação da categoria. Não concordamos em fazer segurança velando o corpo de alguém que tirou a vida de um militar”, disse.
(DOL)
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