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POLÍCIA

Pai de PM assassinado cobra resposta do governo

Indignação. Esse é o sentimento de Ilson Pedroso com o tratamento do governo do Estado em relação à morte do filho, o soldado da Polícia Militar Vitor Pedroso, assassinado no último domingo (25), no bairro da Cremação, em Belém. Em um desabafo em uma red

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Indignação. Esse é o sentimento de Ilson Pedroso com o tratamento do governo do Estado em relação à morte do filho, o soldado da Polícia Militar Vitor Pedroso, assassinado no último domingo (25), no bairro da Cremação, em Belém.

Em um desabafo em uma rede social, o pai do policial clama por justiça e pede a punição dos criminosos. “Meu filho morreu combatendo a Insegurança desta cidade e estado. Deu seu sangue e sua vida e o Governo autoriza policiais militares a fazerem segurança do bandido eguinha Pocotó, expondo esses policiais à bandidagem, sob pena de sofrerem punições”, escreveu ele, fazendo referência ao assassinato de Tomaz Nogueira Junior, o "Pocotó", dentro de um hospital público em Belém.

“A OAB vai exigir resposta pra morte do bandido, assim como, os Direitos Humanos. E a do meu filho e demais policiais que tomaram por marginais? Vou procurar esses órgãos e entidades e exigir explicação e punição aos algozes do meu filho”, reclamou.

Ilson afirmou ainda que a família está sem qualquer ajuda das “autoridades incompetentes”. “Graças aos amigos policiais meu filho teve um sepultamento digno. Coletaram pra dar ao soldado Pedroso um enterro digno, à altura do tanto que fez, pelo pouco que recebia. Não recebemos coroas de flores, sequer o falso tapinha nas costas do governador, da OAB ou dos Direitos Humanos. É a pura inversão de valores”.

O soldado da Rotam Vitor Pedroso deixou uma esposa e um filho de um ano.

OUTRO LADO

Em nota, a OBA-PA ratificou o compromisso com a defesa da vida e condenou qualquer forma de violência, seja contra um agente de segurança pública ou contra qualquer cidadão. “Queremos manifestar nossa solidariedade com os familiares das pessoas vitimadas e externar nosso repúdio a toda e qualquer forma de execução sumária e extrajudicial, tortura ou tratamento cruel e degradante praticada”.

A Ordem dos Advogados diz ainda que será incansável na cobrança pela punição das pessoas envolvidas nos atos de violência que atormentam a sociedade paraense. “Não podemos admitir intimidações a advogados e quaisquer defensores de direitos humanos em nosso estado, o que tem sido crescentemente difundido pelas mídias sociais e veículos de comunicação, colocando a sociedade contra aqueles que em seu dia a dia defendem o respeito pelo nosso Estado Democrático de Direito e pelas leis vigentes no país. Ao contrário, é nesse momento que devemos lutar pelo fortalecimento das instituições existentes e pela defesa da ordem constitucional, papel primordial desta instituição”.

O DOL solicitou posicionamento do Governo do Estado e aguarda posicionamento.

(DOL)

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