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POLÍCIA

Homem é inocentado em julgamento, mas teme morte

Tão logo foi promulgada a sentença em favor do réu Gustavo Bezerra dos Santos, na noite da última terça-feira (27), pelo juiz titular da 3ª Vara Penal de Marabá, Murilo Lemos Simão, o defensor público Alisson de Castro tornou público que o cliente dele te

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Tão logo foi promulgada a sentença em favor do réu Gustavo Bezerra dos Santos, na noite da última terça-feira (27), pelo juiz titular da 3ª Vara Penal de Marabá, Murilo Lemos Simão, o defensor público Alisson de Castro tornou público que o cliente dele teme ser assassinado.

Para quem não se lembra, Gustavo dos Santos confessou ter matado o sargento da Polícia Militar, Manuel Marinho de Sousa Filho, no dia 5 de julho de 2014, na casa da vítima, situada na rua 31 de março, bairro Laranjeiras e com a própria pistola de uso pessoal do militar, uma 0.40, cromada. À época, o crime teve ampla repercussão.

A preocupação dele, talvez tenha sentido, afinal o primo dele, Wanderson dos Santos Pereira, o “Gongo”, 20 anos, foi morto a tiros na madrugada da última segunda-feira (26) após uma noitada na boate Casarão Fest, no bairro Liberdade.
Foi nesta mesma boate que Gustavo Bezerra e o sargento Marinho, juntamente com vários amigos estavam se esbaldando em bebida e farra, sendo que o sargento, que seria homossexual, o convidou para ir até a casa dele para esticarem a noite num ambiente mais íntimo e acabou sendo assassinado.

Esta arma, conforme ampla divulgação foi furtada pelo agora inocentado, que por sua vez a jogou dentro de um poço, numa casa de uma tia dele, situada na rua Adelina, bairro Liberdade, de onde o primo, “Gongo” apanhou o artefato e a vendeu para um amigo de prenome Diego, por mil reais, fato que aconteceu no dia seguinte ao crime.

Resta à Polícia, porém diligenciar para levantar se a morte do “Gongo” tem ou não, alguma ligação com a morte do sargento, ou se ele foi morto por outra motivação.

A rigor, motivos não faltam para justificar tal crime, afinal, “Gongo”, segundo fontes da Polícia, estava envolvido em diversos crimes, que vão desde assalto a homicídios.

De certo é que Gustavo Bezerra agora teme ser assassinado, inclusive a preocupação dele deve ser repassada aos órgãos de proteção à vida, entretanto, para algumas fontes, ele também deveria ter zelado pela vida do sargento, que aparentemente morreu dormindo, sem ter a mínima chance de defesa.

ABSOLVIÇÃO
Depois da promulgação da sentença de absolvição, nesta terça-feira (27), que beneficiou o jovem Gustavo Bezerra dos Santos 21 anos, homicida e réu confesso da morte do sargento Manuel Marinho de Sousa Filho 43, foi ampla e negativa a repercussão nas redes sociais. Diversos comentários, sobretudo de repórteres que cobrem a crônica policial de Marabá, delegados e policiais apontaram para a fragilidade da instituição, Tribunal do Júri, afinal o réu confessou que matou em legítima defesa, contudo, deu um tiro certeiro no meio da testa da vítima. “Aqui todos são inocentados”, foi a expressão mais usada pelos jornalistas.

Este tiro, segundo a versão do agora inocentado Gustavo dos Santos, aconteceu após uma sessão se sexo, onde ele teria sido estuprado pela vítima.

(Edinaldo Sousa/Diário do Pará)

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