Um crime encomendado. Essa foi a afirmação feita por policiais militares e civis que apuraram as primeiras informações sobre a morte de Wagner Correa da Costa, de 24 anos. O jovem foi assassinado a tiros, na vila onde morava com a família, localizada na rua do Ranário, bairro do Tapanã, em Belém.
Há oito meses, Wagner veio do município de Abaetetuba, para morar com familiares em uma vila de kit – nets. Segundo parentes, ele não possuía inimigo, nem era envolvido com a criminalidade. No entanto, por volta das 13h de ontem, dois homens, em uma motocicleta, estacionaram o veículo em frente à residência de número 100. O carona desceu, entrou na vila, chamou por Wagner, e assim que ele atendeu, se identificando, recebeu os tiros.
“Perguntaram: quem é Wagner? Ele disse que era ele e o criminoso atirou. Ele chegou a entrar na vila, enquanto o outro esperava do lado de fora para dar a fuga”, conta Sérgio Campos, investigador da Divisão de Homicídios do distrito de Icoaraci.
Para o policial, o autor do disparo sequer conhecia a vítima, veio com um único objetivo: executar Wagner. “Isso foi uma execução. Vieram para matá-lo. Possivelmente a vítima não conhecia os assassinos. Ele se identificou, acreditando ser qualquer outra coisa”, esclarece.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado pela família do rapaz, mas a equipe de paramédicos não conseguiu reanimá-lo. Ao chegar, o jovem já estava morto. A esposa de Wagner registrou o caso na Unidade Integrada Pro Paz (UIPP) do Tapanã, onde o crime já está sendo investigado. A polícia ainda não possui nenhum suspeito. Quem souber de alguma informação que ajude na identificação dos criminosos, poderá fazer a denúncia através do 181 ou 190, de forma anônima.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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