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POLÍCIA

Jovem é morto com 5 tiros no bairro do Guamá

A rua era Fé em Deus. O lugar do crime foi em frente a uma igreja evangélica que celebrava um culto no exato momento em que tudo aconteceu. No entanto, nada impediu a ousadia de criminosos tirarem a vida de Rodrigo Sanches, de 21 anos, com 5 tiros, em ple

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A rua era Fé em Deus. O lugar do crime foi em frente a uma igreja evangélica que celebrava um culto no exato momento em que tudo aconteceu. No entanto, nada impediu a ousadia de criminosos tirarem a vida de Rodrigo Sanches, de 21 anos, com 5 tiros, em plena luz do dia, no bairro do Guamá, em Belém.

O crime aconteceu por volta das 12h30 de ontem, entre as passagens Napoleão Laureano e Caraparu, lugar apontado por moradores e policiais militares como “área vermelha”, devido ao intenso comércio de drogas e registros de roubos e mortes.

Segundo João dos Reis, cabo da Polícia Militar, lotado no 20º Batalhão / 3ª Companhia, as informações sobre o assassinato são difíceis de colher com testemunhas e parentes da vítima, pois moradores alegam que “nada viram”, além de ser também um local onde impera a ‘lei do silêncio’.

“Sabemos apenas que pelo menos 2 homens armados se aproximaram do rapaz e atiraram”, conta Reis. Familiares estavam inconsoláveis e teriam afirmado aos policiais que Rodrigo não era envolvido com o tráfico de drogas.

Ainda segundo os militares, meia hora antes do crime, a guarnição passou naquele endereço e os policiais não perceberam nenhuma movimentação. Por ser horário do almoço é comum as ruas ficarem mais desertas.

Familiares de Rodrigo registraram ocorrência na Seccional do Guamá. Em depoimento, a companheira do rapaz, que não se identificou, contou que ele saiu de casa por volta do meio-dia sem dizer para onde iria. Minutos depois, uma conhecida do casal foi até a casa onde moravam, na passagem Napoleão avisar sobre o baleamento. Ao chegar na Fé em Deus, ele já estava morto.

A mulher confirmou que desconhecia qualquer envolvimento de Rodrigo com a criminalidade, assim como negou supostas ameaças que a vítima estaria recebendo. O delegado Daniel Castro, diretor da Seccional do Guamá, disse que a vítima respondia Termo Circunstancial de Ocorrência por ser usuário de entorpecentes.

Equipes da Divisão de Homicídios e da Perícia Criminalística ‘Renato Chaves’ compareceram no local do crime apurando as primeiras informações que ajudem a elucidar o caso. Rodrigo deixa uma filha de apenas 2 anos.

(Michele Daniel/Diário do Pará)

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