Uma adolescente de 14 anos foi atingida por um tiro, supostamente efetuado pelo próprio padrasto, durante uma discussão que acontecia entre ele e a companheira, mãe da jovem, dentro de casa. Quando ela foi socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento de Ananindeua, a Polícia Civil prendeu Yuri Neves dos Santos de 20 anos, enquanto a companheira dele fugiu, deixando a própria filha em estado grave, necessitando de transferência para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência. O caso está sendo investigado por policiais da Seccional da Cidade Nova.
O delegado Adelino Sousa informou que recebeu uma denúncia sobre a tragédia que havia acontecido dentro da residência de uma família. A jovem foi levada à Unidade pelo próprio casal que, ao dar entrada no hospital, criou uma versão para o baleamento. “Lá eles inventaram uma história que a menina havia sido baleada por um Fabiano, que não existe, foi apenas para se esquivarem”, informou o delegado Adelino Sousa.
A jovem foi interrogada e afirmou que o disparo foi feito pelo padrasto, acidentalmente, durante uma discussão entre ele e a mãe dela. Por sua vez, Yuri negou a afirmação da enteada. “É tudo mentira”, falou. Ele alegou ainda que a arma disparou sozinha. “Segundo o relato dele (Yuri) a arma estava em cima da mesa quando aconteceu o disparo”, acrescentou o delegado. Durante as buscas na casa do casal, a arma do crime não foi encontrada. No entanto, os policiais, ainda segundo o delegado Adelino Sousa, encontraram na casa cerca de 500 g de maconha.
ESTADO GRAVE
A adolescente foi atingida nos quadris e o tiro a lhe perfurar as costas. A mãe da jovem fugiu do hospital, ao avistar os policiais, e deixou a filha sozinha. Segundo o delegado, a primeira informação recebida é de que a jovem não corria risco de morte, mas algum tempo depois ele recebeu uma ligação informando que o estado de saúde dela estaria se agravando. “Segundo o telefonema, era necessário transferi-la para o Hospital Metropolitano. Como a mãe a deixou só, a transferência só é possível com autorização de parente, por isso estamos em contato com o Conselho Tutelar para achar uma solução para esse caso”.
(Emily Beckman/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar