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POLÍCIA

Polícia quer saber se vítima foi estuprada

Três horas depois de ser descoberto o corpo da dona de casa Francinete de Lima Mota, despido e enrolado em um lençol, em cima de uma cama na casa onde morava, na rodovia Augusto Meira Filho, Km 11, no município de Santa Bárbara do Pará, a Polícia Civil, p

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Três horas depois de ser descoberto o corpo da dona de casa Francinete de Lima Mota, despido e enrolado em um lençol, em cima de uma cama na casa onde morava, na rodovia Augusto Meira Filho, Km 11, no município de Santa Bárbara do Pará, a Polícia Civil, por meio de investigadores sob o comando do delegado Heitor Pinto, prendem os suspeitos do crime, desvendado o caso.

Quem fez a apresentação do suspeito foi o investigador Benedito Jorge Leite, informando que, tão logo teve conhecimento do assassinato, foi designado pelo delegado Heitor Pinto para investigar o crime e, devido a algumas evidências, acabou detendo Josias Mota Lira, de 19 anos, filho da vítima, além de um adolescente de 17 anos, que apontou Josias como autor do homicídio.

O corpo de Francinete foi encontrado despido sobre uma cama, com um bilhete pregado nas costas, o que seria uma estratégia do filho para despistar a polícia. (Foto: Reprodução)

“No caminho para a delegacia, o adolescente disse que Josias havia confessado o delito e, inclusive, pediu para que o adolescente escrevesse um bilhete, o que foi feito. O bilhete incriminava um desafeto de Josias, conhecido como Juca”, informou o investigador Benedito Jorge. O bilhete foi pregado no corpo de Francinete.

ESTRATÉGIA

O DIÁRIO teve acesso ao bilhete, que dizia: “Te liga Loro o próximo pode ser tu”. A ideia de escrever o bilhete seria uma forma de Josias incriminar uma segunda pessoa, fazendo com que ficasse livre de qualquer suspeita. Para escrever o bilhete, o adolescente teria recebido 3 petecas de entorpecente. Com isso, todos pensariam que Juca teria matado Francinete e que a próxima vítima poderia ser o filho Josias Mota Lira.

Interrogado pelo delegado Heitor Pinto, Josias negou a participação na morte da mãe, afirmando que não teria nenhum motivo para matá-la. Disse que não sabia dizer quem praticou o crime. Segundo o delegado, a vítima, além de ter sido asfixiada, pode ter sido estuprada.

Questionado sobre a acusação feita pelo adolescente, Josias negou e disse conhecia o menor de idade apenas de consumir drogas juntos. “Eu sou usuário de massa, mas não sou traficante”, disse Josias, declaração contestada pelo delegado Heitor Pinto, que informou ter sido o suspeito preso, no mês de março, e indiciado por
tráfico de drogas.

O delegado informou ao DIÁRIO que Francinete de Lima Mota teria colocado o filho para fora de casa, por causa do seu envolvimento com drogas, e, por esta razão, Josias Mota teria arquitetado sua morte na companhia de outro rapaz, que já esta sendo caçado pela Polícia Civil de Santa Bárbara do Pará.

O delegado disse ainda que solicitou exames em Josias Mota, no adolescente e no corpo da vítima, para definir se a mesma foi estuprada pelos suspeitos. “Ele foi indiciado, diante das provas, por homicídio qualificado. E já esta à disposição da Justiça”, finalizou o delegado Heitor Pinto.

(JR Avelar/Diário do Pará)

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