Trabalhar na periferia de Belém já foi um bom negócio, mas, com o índice de criminalidade colocando a cidade entre as mais violentas da federação, trabalhar com vendas acabou se tornando um alvo para criminosos que, no afã de conseguir dinheiro fácil, acabam roubando e matando vítimas inocentes. O cenário de mais um crime entre os muitos no último fim de semana em Belém aconteceu na travessa Castelo Branco, entre as passagens Mucajás e Maria Gorete, no bairro da Cremação, e teve como vítima o vendedor Francisco Silva dos Santos, de 49 anos, morto com certeiro tiro na cabeça, na noite de sábado (14).
O DIÁRIO conversou com uma testemunha que, temendo a ação dos assassinos, pediu para não ser identificada. Ela disse que estava em sua casa, próximo ao local do crime, quando percebeu um carro de grande porte entrando na estreita passagem Castelo Branco. “Ele passou devagar, com vidros levantados e foi até o fim da rua. Entrou na passagem Maria Gorete e retornou passando na frente da minha casa. Em seguida, ouvi o disparo de arma de fogo”, disse, muito nervosa, a testemunha.
Francisco fazia seu trabalho de cobrança de todo fim de semana. Em uma motocicleta com várias mercadorias na garupa, ele cobrava clientes e oferecia novos produtos quando acabou encontrando a morte.
O cabo Herculano, da viatura 2018, integrante do 20º BPM, informou que, ao chegar ao local, já encontrou o vendedor morto, próximo à motocicleta em que trabalhava. “Ele perdeu apenas a pochete que carregava na cintura, mas isso pode ser fruto de ladrões da área”, disse o cabo Herculano. O crime foi registrado na Seccional Urbana do Guamá por Alessandra Pires Fernandes, companheira de Francisco.
Policiais militares acreditam que, pelo fato de nada terem roubado da vítima, o crime pode ter sido uma execução e que o vendedor pode também ter sido confundido com a pessoa que eles procuravam.
O perito Vamilton Albuquerque, do Instituto de Criminalística, trabalhou no levantamento de local de crime e adiantou que Francisco levou 1 tiro certeiro na cabeça, dado a curta distância.
Uma equipe da Delegacia de Homicídios, tendo à frente a delegada Cristina Esteves, realizou trabalho de investigação junto a testemunhas, cujo relatório será encaminhado à Seccional Urbana do Guamá para providências.
(J R Avelar)
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