Dentro do tubo de creme dental, Priscila Scarlathe Ferreira, de 19 anos, tentou esconder várias “pedras” de óxi. A droga seria entregue para o marido durante a manhã de ontem, preso na Central de Triagem da Cremação. Se não fosse a revista feita por agentes prisionais antes da visita, o detento iria traficar o entorpecente entre os colegas de cela e ganhar 3 vezes mais do que o comércio fora dali cobra. De acordo com o delegado Aldo Botelho, diretor da Seccional Urbana da Cremação, as 9 ‘pedras’ de óxi estavam misturadas junto ao creme dental dentro do tubo. “Ela disse que ele não é usuário, apenas iria traficar”, comentou Botelho.
Para ele essa não é a primeira vez que a mulher tenta entrar com entorpecente na Triagem, pois o companheiro dela cumpre pena por tráfico há 2 meses. “Acreditamos que ela já fez isso outras vezes. Ela se sustenta disso [venda de droga]”, afirma. Ainda segundo Aldo, Priscila é reincidente pelo mesmo crime. Apesar de jovem, ela foi presa em flagrante há 6 meses no bairro de São Brás, com 87 ‘pedras’ de óxi, mas teria passado apenas 6 dias na cadeia. Dentro da Central de Triagem, o delegado ressaltou que cada ‘pedra’ custa aproximadamente R$ 20. Após ser submetida a exame de corpo de delito no Centro de Perícia Renato Chaves, Priscila foi transferida para o Centro de Recuperação Feminino e deverá responder pelo crime de tráfico. O companheiro da mulher será investigado.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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