O cabo Anderson Martins de Holanda, de 33 anos, que trabalhava em Altamira, é o 24º PM assassinado no Pará somente em 2015. No município, já são 4 policiais mortos nos últimos 2 meses. Anderson foi executado com 2 tiros quando estava na frente do seu estabelecimento comercial, na rua Almirante Barroso, bairro da Bela Vista.
Segundo as informações do irmão da vítima, Amiraldo Martins de Holanda, que fez o registro na delegacia de Policia Civil, o cabo foi morto por 2 assaltantes, que chegaram em uma motocicleta vermelha. Amiraldo disse que eles anunciaram o assalto e, ao reconhecer o policial, um deles deu um passo para trás e disparou na direção dele, atingindo-o no peito e em um dos braços.
Imagens de uma câmera de segurança próxima ao comércio mostram os executores chegando e entrando no local. Alguns segundos depois, eles saem correndo, sobem na moto e fogem. Uma das testemunhas ouvidas na delegacia informou que um deles chegou a tirar o capacete e colocar um boné e que na fuga ainda fizeram mais três disparos em direção à loja.
Com mais esse crime, a Secretaria de Segurança Pública (Segup) teria enviado ao município uma força tarefa da Divisão de Homicídios, sob o comando do delegado Lenoir Cunha, para apurar o crime. O corpo do cabo foi velado em uma igreja de Altamira e deve ser enterrado nesta sexta-feira (20). Ele trabalhava há 7 anos na cidade.
OUTRO CRIME
Enquanto o cabo Holanda era morto em Altamira, outro PM, Alan dos Santos Sousa, era baleado, em Belém, durante uma tentativa de assalto no conjunto Pedro Teixeira, próximo ao conjunto Satélite. O cabo integra a cavalaria da Polícia Militar. Segundo o policial, ele foi abordado por um grupo de assaltantes enquanto pilotava a motocicleta. Ao reagir à ação criminosa, foi alvejado com um tiro de raspão na cabeça.
Um dos assaltantes, ainda não identificado, acabou sendo baleado e morreu na Unidade de Pronto Atendimento de Icoaraci, enquanto os outros suspeitos fugiram do local e ainda não foram identificados. Santos foi internado em um hospital particular de Belém, mas não corre risco de morrer.
(JR Avelar)
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